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Escritora reinventa Kafka com 'Memórias de Um Urso Polar'

Folha 
Até que ponto uma treinadora de circo é capaz de trespassar os limites de sua própria espécie para habitar o corpo do animal que ela adestra e vivenciar uma outra subjetividade que não a humana? Em que medida uma ursa polar, em intrínseca relação com os humanos, pode escrever um relato pessoal sobre sua vivência com eles e ter um ponto de vista sobre o mundo e a humanidade? O que os animais aprisionados em circos e zoológicos podem nos dizer sobre as relações de controle que constituem nossa sociedade, e vice-versa?

Com seu olhar multifacetado de escritora japonesa radicada na Alemanha, que escreve em duas línguas (às vezes simultaneamente) e cultiva uma forte ligação com a literatura russa, Yoko Tawada, em seu magnífico "Memórias de Um Urso Polar", não responde necessariamente a essas questões, embora nos conte muito mais do que sabe sobre elas ao desdobrá-las em outras não menos instigantes e perturbadoras. Leia mais (07/21/2019 - 11h48)

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