Há quem acredite que o ser humano é feito de pedra: imutável, rígido, condenado a repetir sempre as mesmas versões de si. Mas não somos rochas — somos rios. E rios não param. Correm, desviam, se renovam. Às vezes parecem calmos, às vezes violentos, mas nunca são os mesmos. Nada em nós é sentença. Nada é definitivo. Somos um tecido em constante costura, sempre sendo refeito pelas mãos invisíveis do tempo. Aquilo que hoje parece inabalável — uma dor, uma crença, um hábito, um medo — pode se tornar leveza amanhã. Читать дальше...