World News

Após 10 dias de exposição, gaúchos se prepararam para voltar e ajudar o RS

Após 10 dias de exposição, os gaúchos começam a preparar as malas para voltar ao Rio Grande do Sul. Apesar da incerteza do cenário que irão encontrar, os expositores se dizem ansiosos para reencontrar as famílias e ajudar na reconstrução do que for preciso. O problema é quem não tem o transporte garantido. Não há ônibus disponível para viagens até algumas cidades no Sul. Simone Brogni, de 56 anos, já se preparava para começar a encaixotar os chocolates que estava vendendo na Fenasul para poder pegar a estrada nesta segunda-feira (13). "Como já está chegando caminhões com as doações, eu acho que iremos conseguir chegar também. Vamos de carro porque viemos de carro e a nossa esperança é essa de que se estão chegando caminhões, a gente também chega", contou. Durante as enchentes, familiares e a mãe de Simone precisaram deixar suas casas. Porém, com o nível da água descendo a mãe da sulista retornou para casa. "Minha mãe voltou de teimosa. As águas começaram a baixar, mas ainda está chovendo então podem voltar a subir de novo", explica. Apesar da possibilidade da água voltar a subir, Simone descreve a sensação de voltar para casa como boa. "A gente já sente saudade em cenários normais, na situação atual a saudade aumenta ainda mais. Só pensamos em retornar e ajudar no que for preciso". Incerteza -  Apesar do anseio pelo retorno à cidade onde mora, a vendedora de roupas Edna Maria Pereira, de 60 anos, diz ainda estar vivendo a angústia de não saber como irá  para o Rio Grande do Sul. "Ainda estou tentando ir embora, mas não há ônibus que vá para lá e o ônibus que vai até uma cidade próxima de onde moro teria que fazer baldeação e eu poderia perder o segundo ônibus. Ainda estou tentando encontrar uma carona", contou. Segundo Edna, entre os expositores que irão retornar para o sul do país nenhum irá passar pela sua cidade. A preocupação da vendedora aumentou após ser avisada que sua filha e o seu bisneto estão doentes. Eu não estou conseguindo falar com a minha patroa para saber se ela consegue mandar mais roupas para irmos para outra feira, porque o que temos em estoque é pouco. A minha filha e o meu bisneto estão com febre, eles ficaram doentes porque passaram alguns dias na água”. Enquanto muitos comemoram o Dia das Mães, Edna declara que seu sofrimento aumenta ao passar o dia sem conseguir falar com os filhos que ainda continuam em um abrigo. “Casa eu sei que não tenho mais. Eu só quero voltar para eles”. De feira em feira - Apesar da Fenasul estar encerrando em Campo Grande, Jair Oliveira, de 54 anos, diz que nos próximos dias ainda percorrerá outras exposições no estado de Rondônia e de Mato Grosso. “Quando sai do sul a situação ainda estava boa. Eu moro em uma região alta então a minha casa não foi atingida, mas recebi os meus primos de Porto Alegre que tiveram a casa alagada. Hoje tem mais de 8 pessoas em casa, então vou continuar tralhando”, diz. Além da exposição, a renda de Jair é composta pela venda de facas em sua loja física. Com a enchente o vendedor diz que nos últimos 20 dias conseguiu arrecadar somente R$ 600,00. “99,9% das vendas eram feitas para turistas, com a enchente as vendas foram reduzidas. Ainda estou conseguindo vender pela internet. Como eu estou sendo, praticamente, o único provedor da casa, eu não vou conseguir parar”, disse. Solidariedade -  Desde o dia 5 de maio, o ingresso da entrada na Fenasul poderia ser trocada por um quilo de qualquer alimento não perecível. O gerente de eventos da Fenasul, Lázaro dos Santos, de 60 anos, disse que até sexta-feira (10) encheram 10 caminhões com as doações. “O pessoal foi bem solicito, conseguimos encher 7 caminhões somente com roupa, outros 2 só com alimentação e 1 só de água. O exército fez o transporte até o CTG farroupilha”, explicou. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .

Читайте на сайте