TJGO suspende prisão preventiva de médico Ary Daher, mas determina instalação de tornozeleira por violência doméstica
O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) suspendeu, por decisão liminar, a prisão preventiva do médico Ary Monteiro Daher do Espírito Santo, decretada em processo por violência doméstica. A medida foi proferida pelo desembargador plantonista Luiz Eduardo de Sousa, que identificou elementos suficientes para caracterizar possível constrangimento ilegal na ordem de prisão anteriormente expedida.
A decisão atendeu, parcialmente, a pedido da defesa que alegou que a prisão havia sido decretada com fundamentação genérica, sem contemporaneidade e apoiada em suposto descumprimento de monitoramento eletrônico que não chegou a ser instalado.
Como substituição da prisão preventiva, o Tribunal manteve as medidas cautelares já impostas e determinou o monitoramento através de tornozeleira eletrônica. A decisão foi assinada em 19 de novembro de 2025 e comunicada ao juízo de origem para cumprimento imediato.
Ary Monteiro é ex-sócio de uma clínica onde uma psicóloga morreu após realizar exame com contraste vencido. De acordo com informações da época, a mulher passou mal durante uma ressonância magnética para tentar identificar a causa de dois AVCs.
Ele é médico radiologista com formação geral em Diagnóstico por Imagem. Graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (UFG).
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