O pai bacana existe e cria referências masculinas sadias
Todos os dias, acordo com uma mensagem do meu pai. No começo da noite, sempre chega outra pra saber como estão as coisas e me desejar bons sonhos. Do nada, ele me liga pra dedar que minha mãe não tem ido à academia e que tem exagerado nos almoços com as amigas. De vez em sempre, ele comenta algo do meu trabalho. Ainda usa apelidos que ganhei dele na infância. Diz que me ama. Eu tive um pai presente a vida toda. Ele está em todas as minhas memórias, incluindo aquelas que a maioria das pessoas apenas tem da mãe. Sim, o pai bacana existe, e eu pensei no meu ao ler o artigo da colunista Vera Iaconelli. A psicanalista e colunista da Folha diz que eles são a exceção que confirma a regra da ausência, uma repetição "notória" na massa de testemunhos e estudos que coletou em três décadas de trabalho.
Leia mais (11/28/2025 - 17h00)