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Venezuelano em Campo Grande busca notícias da família após ataques em Caracas

Há cinco meses em Campo Grande, o venezuelano Gregory José, de 35 anos, vive um momento angustiante desde que soube do ataque dos Estados Unidos ao seu país natal. Há horas, ele tenta, sem sucesso, obter informações sobre familiares que moram em Caracas, capital da Venezuela. Gregory vive no Cedami (Centro de Apoio ao Migrante) com a esposa e os cinco filhos, de 17, 15, 10, 7 e 3 anos. A família veio para o Brasil, depois de uma longa trajetória migratória iniciada há cerca de cinco anos, quando deixou a Venezuela e passou a morar no Peru. O objetivo da vinda ao Brasil era encontrar trabalho e melhores condições de vida. A apreensão começou ainda de madrugada, quando Gregory soube dos ataques pelas redes sociais e por notícias na internet. Desde então, ele tenta contato com parentes que vivem em Caracas e está preocupado com a possibilidade de que eles tenham sido atingidos pelos bombardeios. Segundo Gregory, ele conseguiu contato com familiares que vivem no interior da Venezuela, em Sucre. No entanto, os próprios parentes do interior também não conseguem falar com ninguém da capital, o que aumenta a incerteza sobre a situação em Caracas. A única informação mais concreta veio de forma indireta. Gregory conseguiu falar com um amigo de um primo que vive na capital. De acordo com esse relato, a casa do primo foi atingida durante os ataques, mas ele estaria bem. Ainda assim, a notícia não trouxe alívio completo, pois se sente angustiado, sem saber como estão os outros familiares. Sobre o ataque, Gregory afirma não ter uma opinião formada se a ação será benéfica ou não para a Venezuela. No entanto, é enfático ao dizer que a situação não deveria ter chegado a esse ponto. Para ele, os Estados Unidos poderiam ter buscado o diálogo, sem levar o conflito a um extremo que afeta diretamente a população civil. Por segurança, Gregory preferiu não mostrar o rosto nem autorizar a divulgação de imagens que o identifiquem. Tensão -  O ataque foi confirmado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou, em uma rede social, que forças americanas realizaram uma ofensiva de grande escala contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro, sem informar para onde ele e a esposa teriam sido levados. A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, declarou não saber onde Maduro está e exigiu do governo americano uma prova de vida do presidente. Durante a madrugada, ao menos sete explosões foram registradas em Caracas em um intervalo de cerca de 30 minutos. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .

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