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Famílias que tiveram barracos destruídos querem permanecer no local

O dia seguinte ao incêndio que destruiu totalmente três barracos em uma área próxima à Homex, no Jardim Centro-Oeste, foi de reconstrução. As famílias desabrigadas passaram a noite com ajuda de amigos e querem permanecer no local. Um dos barracos atingidos pelas chamas foi o de Jean Dalmas de Oliveira, de 59 anos, que trabalha com reciclagem. Ele se mudou para a área há cerca de três anos, quando foi acolhido pela professora e pastora Maria Ivanir dos Santos, de 53 anos, após viver na rua e morar em casas abandonadas. No momento do incêndio, ele não estava no local e lamentou as perdas. "Tinha umas coisinhas de pobre, mas já tinha umas coisas", disse. Com a ajuda da pastora, ele conta que dormiu em uma cabana próxima ao antigo barraco. Mesmo depois do susto, ele não quer deixar a área. A diarista Ana Cláudia Ferreira Ocampo, de 44 anos, que morava com a filha de 12 anos e o filho de 17 anos, afirma que o barraco era tudo o que tinha construído. "Era a única coisa que eu tinha, agora eu não tenho mais nada. Não tenho condições de pagar aluguel. Eu estava terminando o piso, já tinha comprado o cimento. Agora é reerguer, com fé em Deus, só não pode desanimar", disse. Ao lado dos outros moradores, ela passou a manhã deste sábado (10) limpando a área. "Nós ficamos arrumando, tirando as coisas. Tirando o que estava queimado". Segundo ela, a maior preocupação é com a documentação da família. "É uma coisa ruim, um sufoco que a gente não sabe por onde começar. Vontade de chorar, hora que dá vontade de desistir. Quando a gente é sozinho é mais fácil, ruim quando tem crianças. Minha filha ainda não acredita que queimou tudinho as coisas dela", completa. O fogo também atingiu o barraco onde duas famílias colombianas viviam. Isabel Correia era uma das moradoras e conta que encontrou ajuda e apoio dos outros moradores. "Sinto que não estamos sozinhas", disse. O acolhimento faz com que a família queira permanecer na região. "Pretendemos construir no mesmo lugar. Não queremos voltar à Colômbia". As famílias agora precisam de doações para reconstruir as moradias. As doações podem ser feitas para a pastora Maria Ivanir dos Santos, responsável pelo projeto Tochas, através do Pix: 67 992869201.  Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .

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