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Dados consolidados mostram avanço da perda de vegetação no Pantanal

Dados consolidados e divulgados agora pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), divulgados na última sexta-feira (9), mostram que Mato Grosso do Sul concentrou a maior parte da supressão de vegetação nativa no Pantanal.  Embora os números se refiram a 2024, eles integram a série histórica oficial do sistema Prodes (Monitoramento Anual da Supressão de Vegetação Nativa) e são usados para analisar tendências e orientar políticas públicas ambientais no país. No último ciclo de monitoramento, o Pantanal perdeu 842,44 quilômetros quadrados de vegetação nativa, um aumento de 16,5% em relação ao período anterior. Desse total, 640,29 quilômetros quadrados ficam em Mato Grosso do Sul, o equivalente a 76% de toda a área suprimida no bioma. Mato Grosso respondeu pelos outros 24%. O peso de Mato Grosso do Sul aparece com ainda mais clareza quando os dados são detalhados por município. Corumbá lidera o ranking de supressão no Pantanal em 2024, com 402,07 quilômetros quadrados, quase metade de tudo o que foi registrado no bioma.  Aquidauana vem em seguida, com 99,82 quilômetros quadrados. Juntas, as duas cidades concentraram praticamente 60% da área total suprimida no Pantanal no ano. Outros municípios sul-mato-grossenses também aparecem no levantamento, como Porto Murtinho, Rio Verde de Mato Grosso, Miranda, Sonora e Ladário, o que reforça a concentração da pressão ambiental no lado sul do bioma. Mesmo onde os números são menores, o avanço ocorre sobre um território já fragilizado. A nota técnica do INPE destaca que o resultado de 2024 interrompe a tendência de queda observada nos dois anos anteriores e representa o maior índice anual de supressão no Pantanal desde 2006.  Desde o início da série histórica, o bioma já perdeu mais de 31 mil quilômetros quadrados de vegetação nativa, o equivalente a cerca de 20,7% de sua área total. As imagens analisadas pelo Prodes indicam que parte dessa supressão está associada à conversão da vegetação nativa em pastagem, inclusive com uso de espécies exóticas. O monitoramento combina imagens de satélite de alta resolução com verificações de campo, o que, segundo o INPE, garante precisão e confiabilidade aos dados. Enquanto Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e Pampa registraram redução do desmatamento no mesmo período, o Pantanal seguiu trajetória oposta. 

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