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Você sabia que o banho errado pode adoecer a pele do seu pet?

Condicionador, hidratante, shampoo específico, lenços umedecidos e até banho a seco. A rotina de higiene dos pets vai muito além da água e do sabonete e, quando bem orientada, pode ser uma aliada importante da saúde da pele e da pelagem de cães e gatos. De acordo com a médica-veterinária especializada em dermatologia, Maria Eduarda G. Momm, de 25 anos, o condicionador, por exemplo, não é um item indicado para todos os pets. O produto costuma ser mais recomendado para cães de pelagem longa ou animais com a pele ressecada. “Quando a gente vê a pele mais dura, sem viço, opaca, com descamação, tudo isso indica que a pele está ressecada”, explica. Nessas situações, o uso de condicionador ou de produtos hidratantes pode ajudar a restaurar a barreira cutânea. “Condicionador e hidratante, inclusive para uso em casa, são uma boa opção”, orienta. Já para animais que estão apenas em manutenção, sem doenças de pele, a recomendação costuma ser o uso de um shampoo mais suave. “No geral, eu peço sempre para deixar com shampoo mais hidratante, que não agride tanto a pele”, afirma a especialista. Na dúvida, a hidratação tende a ser o caminho mais seguro. “A hidratação é sempre melhor, a não ser que seja um animal de pele oleosa”, completa. A pele oleosa, segundo ela, apresenta sinais bem característicos. “É aquela pele mais untuosa, o pelo fica mais grudado, com um cheiro meio de ranço”. Nesses casos, a escolha do produto precisa ser diferente, evitando fórmulas excessivamente hidratantes, que podem agravar a oleosidade. Mais do que escolher a categoria do produto, é essencial observar os ingredientes. A orientação é evitar shampoos com propriedades muito adstringentes. “É como se fosse um detergente. Cada empresa coloca um nome diferente, mas quando tem esse efeito, eu peço para evitar”, alerta. Por isso, a recomendação é que os tutores pesquisem e entendam as propriedades descritas no rótulo antes da compra. A médica-veterinária também reforça que produtos humanos não são uma opção. O pH, o microbioma e a fisiologia da pele são diferentes, e o uso inadequado pode causar desequilíbrios, dermatites, coceira e infecções. No caso dos gatos, há ainda o risco de intoxicação, já que eles se lambem com frequência. Frequência e técnica importam Maria Eduarda explica que não existe uma regra universal sobre a frequência ideal de banhos. “Em gatos saudáveis, por exemplo, o banho costuma ser evitado, mas pode fazer parte da rotina em casos específicos, como gatos de pelagem longa ou quando há indicação terapêutica. Em cães, o banho é mais comum, mas também depende da raça, do estilo de vida e da orientação veterinária”. Independentemente de ser feito em casa ou no pet shop, o banho deve seguir princípios técnicos básicos: uso do produto adequado, respeito ao tempo de ação, enxágue abundante, secagem correta e cuidado com a temperatura do secador. Em animais com doenças dermatológicas, o banho passa a integrar o tratamento e deve seguir rigorosamente a prescrição do veterinário. “Quando não é feito da maneira correta e com os produtos adequados para cada animal, qualquer banho pode trazer riscos à saúde da pele. A falta de banho, principalmente em animais alérgicos, é muito mais prejudicial do que a realização em maior frequência”, explica. Os sinais de alerta incluem coceira, vermelhidão, sensibilidade da pele, pelos opacos, descamação, feridas, queda de pelo, lambedura excessiva das patas e otites recorrentes. “Esses são sintomas, não causas”, reforça a especialista. Lenços umedecidos e banhos a seco também não substituem o banho tradicional, mas podem ser aliados na rotina, especialmente nos dias alternados ou após passeios. “Os lenços umedecidos e os banhos a seco devem ser veterinários, pelas mesmas questões anteriores”, finaliza.

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