Bioparque flagra troca de pele da píton Capitu em cativeiro
O Bioparque Pantanal registrou um momento raro e delicado na vida da píton albina Capitu: a troca completa de pele em cativeiro. O processo, conhecido como ecdise, é considerado um dos mais sensíveis para as serpentes e exige condições ambientais rigorosamente controladas. De acordo com a equipe técnica do Bioparque, para que a ecdise ocorra de forma saudável, o animal precisa de níveis precisos de umidade e temperatura, além de um ambiente com baixo estresse. O sucesso observado com Capitu, segundo a instituição, é resultado direto do trabalho contínuo desenvolvido no programa de Bem-Estar Animal. “Proporcionar um ambiente que mimetiza o habitat natural e respeita o ritmo biológico de cada espécie é nossa prioridade absoluta. Uma pele nova é sinal de um animal bem cuidado, nutrido e em pleno desenvolvimento”, informou o Bioparque em publicação nas redes sociais. Capitu é uma das principais atrações do complexo e vem sendo acompanhada de perto desde sua chegada, em novembro de 2024. A serpente passa por monitoramento regular realizado por uma equipe multidisciplinar formada por nutricionistas, biólogos e médicos-veterinários. Em setembro do ano passado, ela foi submetida a um check-up completo, com exames de ultrassonografia e biometria, além de medição e pesagem para atualização dos dados de crescimento. Desde que chegou ao Bioparque, a píton engordou 5,6 quilos e cresceu 62 centímetros. Quando foi transferida para o local, Capitu media 2,5 metros e pesava 8 quilos. Atualmente, está com 3,12 metros de comprimento e 13,6 quilos. De acordo com a assessoria do Bioparque Pantanal, o ganho de peso e o crescimento estão dentro da normalidade, e o animal ainda se encontra em fase de desenvolvimento. A história da serpente chama atenção. Capitu foi resgatada de um circo no município de Amambai, no interior de Mato Grosso do Sul, onde era mantida como atração até 2023. Por se tratar de uma espécie exótica, que não pertence à fauna brasileira, e por já estar domesticada, ela não poderia ser devolvida à natureza com segurança. Desde a transferência oficial para o Bioparque Pantanal, a píton passou a viver em um recinto preparado para atender suas necessidades biológicas, tornando-se símbolo das ações de conservação, educação ambiental e bem-estar animal desenvolvidas pela instituição.