Delegado alerta: se alarme do veículo não soar, você pode ser vítima do Chapolin
O dispositivo eletrônico utilizado por criminosos para bloquear o travamento de veículos em estacionamentos, conhecido como “Chapolin”, precisa ser acionado próximo ao carro, alerta o delegado da DERF (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos), Edgard Punksy de Souza. Em entrevista ao Campo Grande News , o delegado explicou que o método é antigo e que não há motivo para pânico. Segundo ele, os cuidados para evitar furtos continuam sendo os mesmos: verificar se o veículo está realmente travado antes de se afastar. Conforme o delegado, para que o dispositivo funcione, o criminoso precisa observar a movimentação da vítima e acionar o “chapolin” no momento exato em que o motorista pressiona a trava do carro. Com isso, o sinal do alarme é embaralhado e o comando não é reconhecido pelo veículo, que permanece destravado. O aparelho, segundo Edgard, se assemelha a um controle remoto, como os utilizados em portões eletrônicos. Alguns modelos contam, inclusive, com antena, semelhante à de um modem de internet, o que amplia a capacidade de interferência no sinal. Sobre as medidas de prevenção, o delegado reforça que cuidados antigos seguem sendo os mais eficazes. “Nunca deixar objetos de valor dentro do veículo, como mochilas, bolsas ou malas, especialmente à vista. Outra medida simples é sempre conferir manualmente se o carro está travado”, orientou. Edgard explicou ainda que, quando o “chapolin” é utilizado, o veículo sequer chega a ser trancado. “Normalmente, ao travar o carro, o alarme emite um sinal sonoro. Quando o criminoso consegue bloquear o sinal, esse barulho não acontece. Muitas vezes a pessoa aciona a trava e sai andando sem perceber”, disse. Nesses casos, a orientação é retornar imediatamente ao veículo e conferir manualmente se as portas estão travadas, puxando as maçanetas. Caso o carro esteja aberto, é necessário acionar novamente a trava. “A conferência manual é a medida mais eficaz para evitar esse tipo de furto”, destacou. Segundo o delegado, não há uma distância mínima exata para o funcionamento do dispositivo, mas, em geral, os aparelhos usados em estacionamentos têm alcance limitado. “Observar o entorno e perceber se há alguém próximo também é importante. Se o carro não travar, o ideal é sair do local, pois pode haver alguém acionando o dispositivo”, completou. Nesta semana, um homem foi preso suspeito de participar de um furto qualificado no estacionamento de um supermercado, no Bairro Cachoeira, em Campo Grande. Com ele, a polícia apreendeu um dispositivo utilizado para bloquear o sinal de travamento de veículos. O furto ocorreu na quarta-feira (21), quando foram levados um MacBook e um iPad de dentro do carro de uma empresária. Imagens de câmeras de segurança ajudaram a identificar o veículo utilizado pelo suspeito e o momento em que o dispositivo foi acionado. Segundo a Polícia Civil, o crime era praticado com divisão de tarefas entre os envolvidos.