MS amplia proteção de bebês com nova estratégia contra vírus respiratório
O Governo de Mato Grosso do Sul iniciou em 2026 uma nova estratégia de imunização contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) com o objetivo de ampliar a cobertura de proteção de bebês e reforçar o cuidado com a primeira infância no estado. A ação é coordenada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) e integra o Sistema Único de Saúde (SUS) com um fluxo operacional definido e equipes municipais capacitadas para aplicação do imunobiológico Nirsevimabe. O VSR é um dos principais causadores de infecções respiratórias graves em crianças pequenas e pode levar a hospitalizações, complicações e até óbitos, especialmente entre prematuros e crianças com comorbidades. O Nirsevimabe é um anticorpo monoclonal de ação prolongada, administrado em dose única, que confere proteção imediata contra o vírus sem exigir que o organismo produza seus próprios anticorpos — função diferente de uma vacina tradicional. Mato Grosso do Sul recebeu um lote inicial de 440 doses do imunizante enviadas pelo Ministério da Saúde, que começaram a ser distribuídas às maternidades selecionadas. Os municípios farão a retirada na Rede de Frio estadual e a entrega às maternidades a partir do final de janeiro. A estratégia abrange 17 maternidades em diferentes cidades do estado, entre elas Campo Grande, Dourados, Corumbá, Três Lagoas, Amambai, Ponta Porã, Bonito e Nova Andradina. Outras unidades poderão solicitar doses pelo sistema E-CRIE. O público-alvo são: Bebês prematuros com menos de 37 semanas de gestação; Crianças de até 24 meses com comorbidades, como cardiopatia congênita, fibrose cística, doença pulmonar crônica da prematuridade, imunocomprometimento grave, síndrome de Down e doenças neuromusculares. O imunobiológico será aplicado nas unidades de saúde e nas maternidades, possibilitando a administração nos primeiros dias de vida, de forma semelhante à vacinação de rotina como BCG e hepatite B. Essa abordagem substitui gradualmente o uso do Palivizumabe, que tinha público mais restrito e era dispensado pela Assistência Farmacêutica, ampliando a inserção da prevenção ao VSR sob a coordenação da área de Imunização. A SES orienta que pais e responsáveis procurem as unidades de saúde para verificar se a criança se enquadra nos critérios de elegibilidade e destaca que a ampliação da estratégia representa um avanço na proteção da primeira infância, com potencial para reduzir o número de internações e agravamentos associados ao vírus.