Aos moldes do Lyceu, rede estadual pode ter outros colégios bilíngues em Aparecida, Trindade e Nova Veneza
Aos moldes do Lyceu, que foi recentemente inaugurado com a proposta de ofertar francês aos alunos, pelo menos outros três colégios da rede estadual devem se tornar bilíngues, sendo eles em Aparecida, Trindade e Nova Veneza. A informação foi confirmada ao Jornal Opção pela secretária de Estado da Educação, Fátima Gavioli.
Apesar disso, ela explica que é um processo demorado e que ainda um estudo está sendo feito para desenhar quais unidades oferecerão esse segundo idioma aos estudantes.
“A equipe pedagógica tem feito um estudo para verificar a viabilidade de implantar em Nova Veneza, no colégio de tempo integral, um currículo bilíngue italiano. Esse estudo já iniciou, mas é moroso. Também temos também uma proposta de espanhol em Trindade e mandarim em Aparecida de Goiânia”, sinaliza Flávia Gavioli.
Para a secretária estadual de Educação, a alta procura para as matriculas no Lyceu demostra o quanto os pais desejam que os filhos aprendam um segundo idioma. “Falar espanhol, mandarim, francês e italiano – como é o caso de Nova Veneza. Eu percebo que as famílias têm gostado muito e valorizam a importância da segunda língua”, enfatiza.
Novo Lyceu
O novo Lyceu teve investimento de R$ 20 milhões pelo Governo de Goiás. O ano letivo teve início nesta semana para 800 alunos em tempo integral, que contam, agora, com o ensino bilíngue português-francês.
O lendário colégio, fundado em 1846 na cidade de Goiás, foi transferido para a nova capital em 1937 por Pedro Ludovico Teixeira. O novo espaço foi reinaugurado na última sexta-feira, 23, e possibilita um futuro promissor para centenas de jovens, como é o caso de Yasmin Araújo, do 1º ano do Ensino Médio.
A estudante de 16 anos, que sonha atuar na área da Comunicação, vê com bons olhos a oportunidade de aprender a língua francesa. “Outra língua agrega muito no currículo. Eu também quero estudar fora do Brasil e já aprender outro idioma é muito importante”, explica.
“A minha mãe fez a minha matrícula no primeiro dia, logo assim que soube. Porque ela também achou muito legal essa escola bilíngue. É a primeira de Goiás e ela correu para garantir minha vaga, pois quer que eu aprenda várias línguas”, complementa.
Ainda de acordo com a aluna, os colegas já tiveram as primeiras aulas do francês. “Compramos cadernos específicos para a matéria e a minha professora é bem motiva. Estou feliz porque sempre gostei do idioma por conta dos filmes e séries que assistia. Acho a língua bonita”, complementa.
Nova estrutura física e pedagógica
As obras de reforma do Lyceu de Goiânia incluíram infraestrutura, mobiliário, equipamentos e material didático. A nova estrutura conta com 22 salas de aula, laboratórios, auditório, quadra poliesportiva reformada e estrutura tecnológica completa para atender alunos do 8º e 9º anos do ensino fundamental e da 1ª à 3ª série do ensino médio. Todas em regime integral.
O coordenador pedagógico bilíngue, Daniel Santejani, explicou ao Jornal Opção como é efetivamente uma escola com dois idiomas. “Para que esse bilinguismo funcione, o professor, seja ele de matemática, física, química, vai colocar o francês dentro das aulas. Ele não vai falar 100% em francês, mas ajudará o aluno a se familiarizar com a língua”, aponta.
“Às vezes o professor de matemática pode entrar na sala de aula e falar assim: ‘Todo número ímpar que aparecer hoje vai ser falado em francês.’ Isso já é uma amostra de bilinguismo. Colocar o cabeçalho em francês, uma recepção do aluno, um bonjour [bom dia] ou um au revoir [adeus]. Então, todo esse tipo de coisa já é uma inserção de bilinguismo”, argumenta Daniel Santejani.
Para 2026, os alunos do Lyceu vão ter dois componentes específicos de francês: o de língua francesa e o outro é de laboratório de língua e cultura francesa e brasileira. “Eles vão ter cinco encontros semanais de francês. E, aliado a isso, os outros componentes com inserção do francês dentro da sala de aula”, completa o coordenador pedagógico bilíngue.
“Nós temos professores de francês que cursaram o idioma fora do Brasil, inclusive uma professora que terminou recentemente o mestrado dela na França. Como ainda temos os professores que trabalham a formação geral básica fazendo francês, há cerca um ano e meio”, explicou a secretária de Educação Flávia Gavioli ao Jornal Opção
Assista ao vídeo da 1ª aula eletiva, com os alunos do 2° D:
Confira as fotos da ia do Jornal Opção ao Novo Lyceu:
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