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Criança revela em palestra da escola ter sido estuprada pelo marido da tia

Criança de 12 anos relatou dentro da escola, durante uma palestra, que teria sido vítima de estupro cometido pelo marido de sua tia. A denúncia foi feita na manhã desta quinta-feira (12), em Ponta Porã, a 313 quilômetros de Campo Grande. Após o relato, policiais da Ronda Escolar da Polícia Militar, foram acionados. Conforme consta no boletim de ocorrência, a menina contou que, no ano passado, o tio dizia que “gostava muito” dela e que ela seria a “preferida”, além de observar o corpo dela e o da irmã de 16 anos. Em um dos episódios narrados, ela afirmou que ficou sozinha com ele na sala da casa, quando o homem teria iniciado uma “brincadeira” de cosquinha e a colocado em seu colo. A situação, conforme o depoimento, foi interrompida pela chegada da esposa dele, tia da vítima. A estudante também relatou outro momento em que estava na residência do suspeito e a tia saiu para buscar as filhas. Nesse intervalo, segundo a versão apresentada, o homem teria tocado suas partes íntimas. A interrupção, novamente, teria ocorrido com o retorno da tia. Ainda de acordo com o que foi informado à equipe policial, após o fim do relacionamento entre a tia e o suspeito, a vítima contou o que teria acontecido. Depois da separação e do afastamento do homem da casa, ele teria tentado contato pelo celular e pelo Instagram, com mensagens elogiando a aparência dela e repetindo que “gostava muito” dela. A adolescente afirmou que bloqueou o contato, mas não conseguiu guardar registros porque as mensagens teriam sido apagadas antes de qualquer captura de tela. Após o relato da estudante, uma equipe do Conselho Tutelar foi acionada e o fato foi registrado em ata escolar antes da confecção do boletim de ocorrência. A mãe da vítima, que segundo o registro ainda não sabia da denúncia, foi chamada, assim como a direção da escola. Após os procedimentos iniciais, a menina e a mãe foram encaminhadas à DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher), para formalizar a denúncia. Até o momento, não há informações se houve exame pericial, se o suspeito foi localizado, ouvido ou preso, nem se a Polícia Civil já instaurou inquérito.

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