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Famílias vão à Defensoria Pública em busca de vagas em creches da Capital

Famílias chegaram cedo neste sábado à sede da Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, na tentativa de assegurar vagas em creches e escolas municipais próximas de casa. Com 250 atendimentos agendados, o mutirão organizado pelo Nudeca (Núcleo de Defesa da Criança e do Adolescente) busca reduzir a fila por matrículas e destravar situações que afetam diretamente a rotina de trabalho das famílias. A falta de vagas para a educação infantil chegou a ser tratada em audiência pública na Câmara Municipal de Campo Grande, em setembro de 2025. Na época, a Secretaria Municipal de Educação havia informado que 5,6 mil crianças aguardavam vaga na Capital. Sem rede de apoio, a autônoma Andressa Farias dos Santos, de 25 anos, tenta desde janeiro uma vaga para a filha Cecília, de 10 meses. Moradora do Bairro Tijuca, ela afirma que precisa da creche para poder trabalhar. “Eu vim tentar uma vaga para conseguir trabalhar, porque não tenho com quem deixar”, contou.  Situação semelhante vive o gestor de tráfego John Lenon Ribeiro da Silva, de 32 anos. Ele conta que já tentou, sem sucesso, vaga para o filho de 1 ano em três unidades e ainda aguarda solução para matricular a criança. Com a esposa trabalhando com carteira assinada, ele precisou reduzir os serviços em home office para cuidar do bebê. “Estou tendo que ficar com ele e não estou conseguindo pegar muito trabalho”, disse. A cabeleireira Luana Letícia Gomes, de 26 anos, vive outro momento. Após procurar a Defensoria, ela conseguiu a vaga da filha Rebeca, de 1 ano. “Tem uma EMEI (Escola Municipal de Educação Infantil)  ao lado da minha casa, mas era impossível conseguir vaga. Hoje eu vim pegar a confirmação. Se não fosse isso, nem sei como seria”, relatou a moradora do Santa Emília. De acordo com o defensor público Ederson Cardoso, coordenador do Nudeca, a legislação garante que a criança tenha acesso à escola mais próxima da residência, especialmente na primeira infância. Quando isso não ocorre, cabe intervenção institucional, sobretudo em casos de maior vulnerabilidade social. “Muitas vezes há vaga a 100 ou 200 metros da casa, mas a criança é encaminhada para uma unidade a dois quilômetros. Isso dificulta muito para famílias sem transporte”, explicou. A força-tarefa foi realizada excepcionalmente em um sábado devido à alta procura por vagas na rede pública. A iniciativa integra o cronograma estratégico da Defensoria para ampliar o acesso à Justiça e fortalecer a rede de proteção à infância e adolescência na Capital. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .

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