Ato pró-Bolsonaro em Campo Grande critica governo federal e decisões do STF
Manifestantes vestidos de verde e amarelo se concentraram na manhã deste domingo (1°), na Praça do Rádio Clube, na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, em ato convocado por lideranças ligadas ao PL. A mobilização ocorre no mesmo dia em que manifestações semelhantes foram organizadas em outras capitais do país. Em razão do calor em Mato Grosso do Sul, o evento na Capital foi antecipado para o período da manhã. A organização estimava reunir cerca de mil pessoas, incluindo participantes que adeririam posteriormente a uma carreata até a região da Via Parque. Bandeiras do Brasil, faixas com frases como “Reaja Brasil” e cartazes de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao senador Flávio Bolsonaro marcaram o ato. Entre as principais críticas, os participantes citaram o governo federal, decisões do Supremo Tribunal Federal e casos recentes de supostos escândalos envolvendo estatais e benefícios previdenciários. Suplente de deputada e pré-candidata a deputada federal, Luana Ruiz afirmou que a mobilização busca demonstrar força política da direita. “A importância da mobilização é mostrar que a direita está em pé. Nosso papel é garantir que não queremos mais quatro anos desse governo. Estamos cada vez mais próximos de um dos pleitos eleitorais mais importantes do país”, declarou. Segundo ela, o objetivo é ampliar a representação conservadora no Congresso Nacional. “Queremos fazer a maior bancada federal, a maior bancada estadual e ocupar cadeiras no Senado Federal”, disse. Cassy Monteiro, suplente de vereadora e integrante da organização local, afirmou que o movimento integra a convocação nacional chamada “Acorda Brasil”. “As pautas hoje se resumem em críticas ao governo Lula e a ministros do Supremo. Nós entendemos que há corrupção e falta de respostas à população. O povo está sofrendo com impostos e com má gestão pública”, declarou. Ela afirmou ainda que a manifestação não seria direcionada a um único nome. “É um espaço para o brasileiro que está insatisfeito se manifestar. Enquanto estamos na democracia, essa é a forma que temos para mostrar nossa posição.” O vereador André Salineiro citou denúncias recentes envolvendo autoridades e reforçou críticas a decisões judiciais relacionadas aos atos de 8 de janeiro. “Esses movimentos surgem pela sensação de injustiça. As pautas são parecidas com as de antes, mas aparecem novos fatos que, na nossa avaliação, precisam ser esclarecidos”, afirmou. Já a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira, defendeu a união do campo conservador. Questionada sobre ter sido citada em anotações divulgadas envolvendo valores milionários, não respondeu diretamente ao ponto e afirmou que “a direita precisa estar unida” e que o Estado teria maioria conservadora. O deputado federal Rodolfo Nogueira classificou o ato como o início de um projeto eleitoral. “É o lançamento de uma frente de manifestações contra o PT e contra o presidente Lula. O Flávio Bolsonaro é o nosso nome hoje. A direita precisa estar unida para disputar a Presidência e o Senado”, declarou. Nacional - Em São Paulo, o principal ato está previsto para a Avenida Paulista, com trio elétrico e participação de lideranças nacionais. A convocação ganhou repercussão após divergências públicas sobre o foco das reivindicações, que incluem críticas ao governo federal, defesa de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e questionamentos a ministros do Supremo.