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Caso Master: Mendonça e Fux votam para manter prisão de Daniel Vorcaro; placar é 2 a 0

Os ministros André Mendonça e Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votaram nesta sexta-feira, 13, para manter a decisão que autorizou a terceira fase da Operação Compliance Zero e determinou a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do banco Master.

O julgamento ocorre no plenário virtual da Segunda Turma do STF e analisa se as medidas determinadas por Mendonça serão mantidas. Ainda faltam os votos de Gilmar Mendes e Nunes Marques, que podem se manifestar até a próxima sexta-feira, 20. Em caso de empate, prevalece a decisão mais favorável ao investigado.

Esta é a primeira vez que o caso Master é analisado de forma colegiada pelo Supremo, já que anteriormente apenas decisões individuais haviam sido tomadas pelos relatores.

Em seu voto, Mendonça rejeitou argumentos da defesa de Vorcaro e afirmou que as mensagens que motivaram a nova fase da operação foram extraídas do primeiro celular apreendido com o banqueiro em novembro. Segundo ele, não seria necessário aguardar a análise de todos os aparelhos para adotar medidas, já que ainda há oito celulares a serem examinados.

O ministro também afirmou que o grupo de WhatsApp chamado “A Turma” não pode ser tratado como um grupo comum de rede social. De acordo com o voto, há mensagens que indicam a participação de integrantes ligados a práticas ilegais, incluindo a possível inclusão de um policial federal no grupo.

Mendonça destacou ainda que a organização continua representando risco às investigações, pois alguns integrantes permanecem em liberdade.

O ministro Dias Toffoli, que também integra a Segunda Turma, declarou-se suspeito para participar do julgamento por foro íntimo. Ele era o relator original das investigações, mas deixou o caso após relatório da Polícia Federal apontar possíveis conexões entre ele e Daniel Vorcaro. Toffoli também informou ser sócio de uma empresa familiar que vendeu parte de um resort no Paraná a fundos ligados a empresas associadas ao banqueiro.

Daniel Vorcaro está preso preventivamente desde 4 de março e foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília, onde passa por período inicial de adaptação.

Segundo a Polícia Federal, a prisão foi decretada porque o banqueiro representaria risco às investigações. Há suspeitas de que o grupo ligado a ele continuava atuando para ocultar recursos e manter articulações com agentes públicos.

Além de Vorcaro, também tiveram prisão preventiva decretada Fabiano Zettel, apontado como operador financeiro; Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”; e Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado.

As investigações indicam que o grupo monitorava pessoas para obter informações sigilosas em sistemas de órgãos públicos em benefício da organização chamada “A Turma”.

Mendonça também determinou o afastamento de dois diretores do Banco Central que, segundo a Polícia Federal, atuavam como consultores de Vorcaro e recebiam propina.

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