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Magistratura e cultura: Asmego amplia diálogo com instituições históricas e literárias de Goiás

Abilio Wolney Aires Neto

A preservação da memória histórica e a valorização da cultura goiana estiveram no centro de uma visita institucional realizada em Goiânia, que marca o início de uma agenda de aproximação entre a magistratura e importantes instituições culturais do Estado. A presidente da Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (ASMEGO), a Juíza Nathália Bueno Arantes da Costa, acompanhada pelo secretário de Cultura da entidade, o Juiz Abilio Wolney Aires Neto, um esteve no Instituto Histórico e Geográfico de Goiás (IHGG), onde foi recebida pelo presidente da instituição, o historiador e Promotor de Justiça Jales Guedes Coelho Mendonça.

Fundado em 1932 na antiga Vila Boa — atual cidade de Goiás —, o IHGG está instalado desde 1939 em Goiânia, em frente à Praça Cívica, no edifício histórico já conhecido como “A Casa Rosada de Goiânia”. A instituição abriga um acervo de grande relevância para a história do Estado, composto por documentos históricos, fotografias, jornais antigos, obras de arte e livros raros, além de funcionar como centro de pesquisa e espaço permanente de exposições culturais.

Durante a visita, os magistrados conheceram parte do acervo do instituto e percorreram a exposição “Brasília: O Alicerce Goiano de um Sonho Brasileiro”, que destaca a contribuição histórica de Goiás para a construção da capital federal. Ao final do encontro, a presidente da ASMEGO ressaltou a importância do trabalho desenvolvido pela instituição. Segundo ela, a organização do instituto e o valor cultural do material ali preservado demonstram o papel fundamental que o IHGG desempenha na preservação da história de Goiás e na aproximação da cultura com a população.

A visita também permitiu que os representantes da magistratura conhecessem iniciativas educativas promovidas pelo instituto, entre elas o projeto “A História Chama a Escola”, voltado à aproximação de estudantes com o patrimônio histórico goiano por meio do contato direto com documentos, exposições e narrativas que ajudam a compreender a formação cultural do Estado.

Mais do que um encontro institucional, a visita sinaliza o início de uma agenda cultural que começa a ser estruturada pela atual gestão da ASMEGO. Magistrada desde 2013, Nathália Arantes assumiu a presidência da associação com o propósito de ampliar o diálogo da magistratura com instituições culturais e acadêmicas de Goiás.

Entre as entidades que integram esse horizonte de interlocução estão no projeto da ASMEGO a aproximação com a Academia Goiana de Letras, a Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás, o Instituto Bernardo Élis para os Povos do Cerrado, a Academia Goianiense de Letras e a União Brasileira de Escritores — seção Goiás, além de outras organizações dedicadas à preservação da memória histórica e à promoção das artes e da literatura.

A iniciativa parte do reconhecimento de que a atividade jurisdicional exige formação intelectual ampla e sensibilidade humana. Não por acaso, diversos magistrados desenvolvem também produção intelectual nas áreas do direito, da história e da literatura. A agenda cultural em construção pretende valorizar essa vocação humanística, criando espaços para lançamentos de livros, encontros literários, exposições artísticas e debates culturais.

A proposta inclui ainda o reconhecimento de outras formas de expressão cultivadas por magistrados, como pintura, fotografia e outras manifestações artísticas, além de fortalecer o diálogo com o Centro de Memória e Cultura do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás.

Entre as iniciativas em estudo está a abertura de espaços permanentes na sede da associação para exposições e eventos culturais, aproximando magistrados, escritores, artistas e a sociedade. A ideia é transformar a ASMEGO não apenas em um espaço de representação institucional da magistratura, mas também em um ambiente de convivência cultural capaz de incentivar e revelar a produção intelectual e artística de seus integrantes.

Ao promover esse diálogo com instituições dedicadas à preservação da memória e da cultura, a magistratura reafirma que o exercício da justiça não se limita à aplicação da lei. Julgar implica lidar com conflitos humanos complexos e exige, além de rigor técnico, uma compreensão mais ampla da realidade social — compreensão que a história, a literatura e as artes ajudam continuamente a ampliar.

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