SUS amplia tratamento para mioma e sangramento intenso em mulheres
O Ministério da Saúde decidiu ampliar as opções de tratamento para mulheres com mioma uterino que sofrem com sangramento intenso, uma condição comum, debilitante e historicamente subtratada na rede pública. A decisão foi oficializada em portaria publicada no DOU (Diário Oficial da União) desta segunda-feira (12) e passa a valer para todo o SUS (Sistema Único de Saúde). Serão incorporadas duas alternativas terapêuticas, escolhidas conforme o perfil clínico da paciente, com base em protocolo oficial do próprio ministério. A medida tem potencial para reduzir internações, cirurgias e o sofrimento silencioso de milhares de mulheres em idade reprodutiva. Para mulheres que não podem usar hormônios ou que não respondem ao tratamento hormonal, o SUS passa a oferecer o ácido tranexâmico, medicamento que atua reduzindo o sangramento uterino. Já para quem pode fazer terapia hormonal, a rede pública vai disponibilizar o DIU (dispositivo intrauterino) liberador de levonorgestrel, conhecido pelos nomes comerciais Mirena e Kyleena. As áreas técnicas têm prazo de até 180 dias para efetivar a oferta na rede pública. Doença - O mioma uterino é um tumor benigno frequente, que pode causar sangramentos intensos, anemia, dor e impacto direto na vida profissional e pessoal das mulheres. Apesar disso, o manejo no SUS historicamente se concentrou em analgésicos, hormônios nem sempre tolerados ou, nos casos mais graves, cirurgias como a retirada do útero. A decisão foi tomada após análise da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias), que avaliou evidências científicas, segurança, efetividade e impacto orçamentário. Os relatórios técnicos que embasaram a medida devem ser disponibilizados no site oficial da comissão.