MSGás compra 2 caminhões por R$ 2,1 milhões para ampliar distribuição
A MSGás publicou hoje o extrato de um contrato no valor de R$ 2.198.000,00 para a compra de dois caminhões que serão utilizados para a expansão da oferta de gás natural, atualmente concentrada em Campo Grande e Três Lagoas, cidades por onde passa o gasoduto Gasbol e há rede de distribuição. A empresa está construindo um ramal para atender Inocência, tendo como principal cliente a fábrica de celulose Arauco, que está em construção. Enquanto isso, a MSGás, que pertence ao Governo do Estado e à Comit Gás S.A., composta pela Cosan e pela Mitsui Gás e Energia do Brasil Ltda., vai fornecer o gás no formato comprimido, transportado pelos caminhões, com a previsão inicial de atender a cidade e também Dourados. Em entrevista ao Campo Grande News, em 2025, a presidente da empresa, Cristiane Alkmin Junqueira Schmidt, classificou essa forma de fornecimento como um “gasoduto virtual”. O combustível será retirado do duto em Campo Grande, comprimido, colocado no caminhão-tanque e levado aos consumidores. Conforme a documentação da licitação, a empresa selecionada, a Gasprom Soluções Inteligentes, deverá fornecer os veículos em até seis meses a partir do pedido da MSGás. O gás natural é utilizado como energia para o processo industrial, mas também como combustível para veículos. A empresa já tinha em seus planos o envio do produto à região de Inocência, antes mesmo de ter o ramal do duto para atender os caminhões que circulam na região. Há muitos veículos pesados em trânsito, transportando celulose da fábrica da Suzano, em Ribas do Rio Pardo, para embarque nos trens da Ferronorte, além do transporte de madeira, minério e dos materiais e equipamentos para a construção da fábrica da Arauco. O gás natural boliviano já teve maior relevância na economia do Estado, devido ao recebimento do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) ao ingressar por Mato Grosso do Sul para distribuição no país. Chegou a ser responsável por cerca de um terço da arrecadação do tributo. De 30 milhões de m³ recebidos no auge, caiu para 12 milhões de m³ no ano passado, com previsão de queda ainda maior, devido à redução da oferta causada pela queda nos investimentos na extração. Há expectativa de retomada do ingresso do produto, mas de origem argentina, por meio do Gasbol. No ano passado, a empresa alcançou cerca de 500 quilômetros de redes instaladas e 24 mil clientes. Os investimentos estavam na média de R$ 40 milhões por ano, com expectativa de ampliar a distribuição do produto, elevando esse valor para cerca de R$ 100 milhões nos próximos três anos.