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Conheça a história de 10 artistas visuais promissores de Goiás

O estado de Goiás sempre foi berço para as artes visuais. Ícones como Siron Franco; reconhecido como um dos maiores do Brasil, a Goiandira do Couto, em que seu legado permanece como símbolo da identidade goiana, Antônio Poteiro; mestre do estilo naif -cujas cerâmicas e telas narram a cultura popular e religiosa com reconhecimento global e o contemporâneo Gerson Fogaça, com obras que reafirmam a força da linguagem pictórica em galerias e museus em várias partes do mundo, como o Museo de Arte Contemporáneo de las Américas, Miami/EUA.

Essa reportagem é como se fosse uma galeria para apreciação de novos talentos. Alguns deles beberam na fonte e se inspiraram em alguns precursores. Outros são disruptivos e apresentam trabalhos altamente inusitados. O Jornal Opção selecionou 10 nomes, que representam uma geração de jovens artistas cheios de habilidades e também de sonhos. Conheça a nova arte visual em construção de Goiás:

Carol Borges

Natural de Goiânia, Carol Borges é arquiteta e urbanista pela PUC-GOIÁS, artista visual, fotógrafa e cursa o último ano do Técnico em Artes Visuais na Escola do Futuro Basileu França.

Carol Borges | Foto: Arquivo Pessoal

“Sempre gostei dessa parte artística e cultural. Até porque foi o meio em que eu cresci, porque meu pai sempre me levava para as exposições em que ele cobria os eventos como fotógrafo. Conheci grandes artistas goianos desde pequena”, afirma em entrevista ao Jornal Opção.

O interesse de Carol pelo desenho e pela pintura surgiu ainda na infância. Ela relata que está sempre buscando aprimorar suas técnicas e ampliar seus conhecimentos, respeitando os limites impostos por sua saúde. Seu maior sonho é alcançar estabilidade na saúde física, para poder se dedicar ainda mais à arte.

Eu tenho um problema autoimune e de dois em dois meses, eu preciso parar tudo, internar para tomar uma medicação. Inclusive, em vários momentos eu até levo os meus trabalhos para o hospital, para poder pintar de lá. E isso me ajuda muito, porque minha cabeça tá produzindo, tá criando, tá saindo um pouco daquele caos

A jovem Carol já realizou sete exposições individuais. Hoje integra a diretoria da Associação Goiana de Artes Visuais (AGAV) e é membro atuante no Fórum Goiano de Mulheres da Cultura de Goiás (FGMC). No ano de 2024 foi homenageada com a Comenda de Mérito Cultural Júlio Vilela, pela Câmara Municipal de Goiânia, e Diplomas de Honra ao Mérito nos anos de 2024 e 2025 pela contribuição e serviços prestados à cultura de Goiânia e Goiás.

“Para as artes plásticas, eu trouxe a questão da delicadeza, a questão de entrar dentro do desenho, de entrar dentro daquele mundo na hora que eu sento para pintar. Esquecer de tudo e poder ter essa noção de que eu tenho primeiro que analisar, para depois começar a desenvolver”, completa Carol.

Miguel Menezes

De Morrinhos para o mundo, o goiano de apenas 17 anos começou a pintar aos três anos de idade. Desde a adolescência, optou pelo óleo sobre tela, técnica que moldou sua produção: densa, gestual, cromaticamente intensa e emocionalmente frontal. O artista plástico, ingressou no circuito artístico de Goiás aos 14 anos quando participou da 588 Art Show, em Goiânia.

Miguel Menezes | Foto: Arquivo Pessoal

“Sempre adorei pintar telas e desenhar. A arte sempre esteve ligada no meu sangue, então me tornar artista foi uma decisão natural e instintiva”, explica Miguel Menezes.

A primeira exposição individual aconteceu na Assembleia Legislativa de Goiás, onde apresentou 19 obras de grande formato. As telas chamaram a atenção do público pelas pinceladas vigorosas, característica que se tornaria um dos eixos visuais de sua identidade.

Tenho um sonho desde que comecei a pintar, que é poder tocar o máximo de corações possíveis com minhas obras de arte, expandindo minha arte internacionalmente

Em 2025, consolidou sua circulação no estado ao ser selecionado para o projeto Claque Cultural, em Goiânia. No mesmo ano, integrou a mostra oficial da 42ª Festa de Arte de Morrinhos e recebeu uma Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Morrinhos, reconhecimento institucional por sua contribuição cultural ao município.

“Como indivíduo, sou observador, introspectivo e disciplinado quando algo realmente importa, e busco dar peso e honestidade às minhas escolhas. Como artista, essas mesmas características aparecem intensificadas: pinto com emoção direta, tensão gestual e crítica existencial”, finaliza o artista.

Verônica Santana

Verônica Santana também é um nome emergente no cenário da arte contemporânea brasileira. Formou-se em Artes Visuais – bacharelado pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Iniciou a trajetória no contexto acadêmico, onde a artista visual desenvolveu uma pesquisa prática a partir da prórpia vivência como corpo dissidente e mulher trans.

Verônica Santana | Foto: Arquivo Pessoal

“Para mim fazer arte é igual piscar: involuntário. Meu corpo e minha mente sempre me instigaram ao fazer artístico. Minha mãe conta que quando eu era criança, o único jeito de me deixar quieta era me dando papel e lápis. Então eu penso que a arte me chamou desde sempre, não me vejo fazendo outra coisa”, conta Verônica.

Participou de exposições coletivas como “Abrir Horizontes 2”, “Não Vou Negar”, “O Salto da Imagem para a Pintura” e a “Fargo”, que contribuíram para a inserção no cenário artístico de Goiânia e para o diálogo com artistas e curadores.

“Sempre volto para ícones Brasileiros ou Latinos, me apoio muito na arte de Tarsila do Amaral, Dalton Paula, Saturnino Herrán, Fefa Lins, Frei Confaloni. E defino minha arte como um regionalismo atual, que vai além dos padrões culturais do cerrado e de Goiás”.

Em 2025, realizou residência artística no Núcleo de Artes do Centro-Oeste (NACO). Verônica ainda não abriu uma exposição solo e, quando fizer isso, ela imagina que será uma ruptura na forma como veem Goiânia.

Minhas telas são recordes da minha vivência, então espero que as pessoas desloquem o pensamento para algo que vá além do habitual e corriqueiro. Quase que como uma fuga da realidade

João Almeida

O artista visual João Almeida Soares é natural da cidade goiana de Jataí. Com 25 anos, é mestrando no Programa de Pós-Graduação em Arte e Cultura Visual da UFG. Pesquisa a área da fotografia e memória em espaços públicos da cidade.

João Almeida | Foto: Arquivo Pessoal

“Seguir o caminho da arte não foi uma escolha, foi praticamente inevitável. Desde criança estive ligado ao ato criativo, seja através do desenho, da fotografia ou da escrita. […] me dedico continuamente à aperfeiçoar a sensibilidade do olhar”.

É integrante do Salão Nacional de Arte do Museu de Arte Contemporânea (2024) de Jataí. Em Goiânia, participou da Exposição “Entre o plural e o singular” (2024) na Galeria da FAV e “Antologia do Amanhã” (2024) na Vila Cultural Cora Coralina. Além, das exposições “Expressões” (2022), “Retratar: uma experiência de autoconhecimento” (2024), e “Do Interior ao Avesso” – Artistas LGBTQIAPN+” (2025) no MAC – Jataí.

Dentre os vários interesses que possuo, a arte ocupa um espaço especial dentro de mim. Seja produzindo arte, pesquisando ou falando sobre ela. A arte faz parte do meu cotidiano. A minha vida seria, no mínimo, mais triste se ela não existisse

A primeira exposição individual de João Almeida aconteceu ano passado, na Vila Cultural Cora Coralina e recebeu o nome de “(Entre)Corpos”. A mostra tratava de fotografias em preto e braco de troncos de árvores mortas ainda remanescentes nas calçadas públicas do espaço urbano. A curadoria foi do professor de História da Arte Samuel de Jesus.

“Acredito que a arte, ainda que capaz de alcançar o simbólico e o imaginário das pessoas, ela necessita de materialidade para existir. Produzo porque sinto a necessidade de me expressar, já é o bastante para mim”, finaliza João.

Òkun

A artista visual Òkun é natural de Goiânia. Começou na pintura como ofício em 2016, mas pinta desde os dois anos de idade, muito incentivada pelos pais que sempre foram amantes das artes. Atualmente, o trabalho dela está voltado, principalmente, para a pintura, mas também trabalha com ilustração e colagens digitais.

Òkun | Foto: Rubens Filho

“Com 3 anos, para lidar com o luto de ter perdido minha avó paterna, minha mãe levou eu e minhas irmãs para a chácara e pintamos as paredes da casa com vários corações, com marcas das nossas mãos, entre outros desenhos, e a gente escreveu a frase ‘Quando vier fazer uma visita, não fique triste, a vovó vai estar aqui, você só não consegue enxerga-la’, e a partir disso eu aprendi a me curar pintando”.

A arte desenvolvida pela Òkun  é vinculada a prática espiritual dentro de terreiro. Por isso, ela costuma dizer que a arte que faz se configura como um ato de oferenda, onde pode compartilhar com o mundo um pouco da energia vital (axé), que trabalha na vida, não só a auxiliando, mas também trazendo mensagens para quem precisar.

Eu gostaria que o público compreendesse que a arte é visceral, ela atravessa todo o meu corpo antes de virar o objeto final, as vezes atravessa rasgando, outras vezes é mais sutil. Mas que a arte em si, acredito que para vários artistas, é um sacrifício, uma oferenda de si para o mundo

Nesses nove anos de trajetória, a artista passou por várias exposições coletivas. As mais marcantes, segundo Òkun foram: “Dos Brasis: Arte e Pensamento Negro”(2023) no SESC Belenzinho em SP, a maior exposição de artistas negros do Brasil com 240 artistas. “Crônicas Cariocas” (2021) no Museu de Arte do Rio, “Mulheres que mudaram 200 anos” (2023) na Caixa Cultural de Brasília. Participei também enquanto coletivo Sertão Negro na 36ª Bienal de São Paulo (2025) com uma instalação intitulada “Sertões”.

“Expus meu trabalho em Nova York junto com o Sertão Negro, e foi uma experiência maravilhosa. Não imaginava como era ter que explicar meu trabalho sobre a macumba brasileira em inglês. Esse foi um exercício muito divertido de praticar, as trocas foram muito boas”

Bulacha

Jhony Robson dos Santos é conhecido como Bulacha no universo artístico. Oriundo do movimento hip hop, iniciou a carreira no Graffiti, no início dos anos 2000. É formado em Artes Visuais pela UFG, desde 2015. Atualmente, toma frente no Beco da Codorna, o maior museu de arte urbana de Goiás.

Bulacha | Foto: Arquivo Pessoal

“Na maioria das vezes, o meu trabalho leva a pessoa a sua própria história, remetendo a algo que ela já vivenciou”, afirma Bulacha em entrevista ao Jornal Opção.

As pichações e graffiti foram as primeiras artes que chamaram atenção do olhar do artista, vendo trabalhos do Testa, Scot City, Edney Anthunes e Nonato participantes do coletivo Pincel Atômico, que realizavam intervenções na década de 1990.

Minha inspiração vem das ruas, dos conflitos da cidade e o mato, dos cheiros e sabores que a vida me coloca, dos amores, das frustrações, traumas, memórias afetivas, uma infinidade de sensações, que me movem como pessoa

Participou de diversas exposições coletivas, nos muros, na expo Lab UFG, MAC Goiás, Fargo, Mostra de arte urbana no Brasil Central, Museu de arte urbana Beco da Codorna e FICA GOIÁS. Além de ter realizado a sua primeira exposição solo na Vila cultural Cora Coralina e galeria do Biomas Café (2025).

“Acredito que o meu trabalho é importante, através dele, consigo acessar pessoas e lugares que uma pessoa vindo da periferia, dificilmente chegaria, a não ser para servir ou para passar vontade”, explica Bulacha.

Manuela Costa Silva

A goianiense Manuela Costa Silva, de 33 anos, é artista visual formada pela UFG. Ela trabalha com pintura, escultura, instalações, objetos, vídeo e fotografia. Integrou o Sertão Negro Ateliê Escola de 2019 à 2022. Atualmente trabalha no próprio ateliê e é representada pela Cerrado Galeria, por onde o trabalho da artista pode circular em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Manuela Costa Silva | Foto: Arquivo Pessoal

“Comigo começou com a minha avó materna, que já me compreendia desde de muito criança como tal, e já dizia aos meus pais: ‘sua filha é artista’. A partir disso, pessoas muito preciosas e que sou eternamente grata, me ajudaram na minha formação e no meu amadurecimento profissional a partir do momento que assumi minha natureza e que eu só seria feliz sendo artista”

Manuela Costa Silva já realizou três exposições individuais, a primeira “Tereza, eu morri e morrer é bom” de 2020, “Senão mata, ao invés de curar” de 2022, ambas expostas no Centro Cultural Octo Marques. A mais recente “Encantar a Passagem”, ocorreu na Cerrado Galeria, em outubro de 2025.

“Minhas inspirações são os sonhos, a natureza, o irreal, o sobrenatural, o sensível e as questões de gênero. Costumo sintezar meu trabalho como um “surrealismo contemporâneo” em que inscrevo e instauro narrativas mitopoéticas nas quais eu abordo espiritualidade, vida-morte-vida, cura, sexualidade, questões de gênero e território”.

A arte para Manuela é linguagem de percepção e expressão, por onde ela se sensibiliza e sente que cumpre a sua missão de artista em alcançar e ativar o outro. De acordo com a artista visual a proposta é resgatar uma linguagem esquecida pelo público e que ele se reconectasse com o sensível, o encantado e o onírico.

Na arte encontro minha versão mais profunda e verdadeira, e fora dela sou uma pessoa que carrega um olhar de humor, carinho e generosidade com o sonho de ser cigana pelo mundo

Auriovane D’Ávila

Natural de Itaberaí, Auriovane D’Ávila, se criou na Cidade de Goiás, onde ruas, becos e aspectos culturais da cidade são as maiores inspirações. Respira arte desde que se entende por gente. Precisamente, aos oito anos começou os primeiros desenhos.

Auriovane D’Ávila | Foto: Arquivo Pessoal

“Era um menino curioso, sabe? Ficava de olho em tudo. Foi justamente nessa idade que entrei na escolinha de arte fundada pela grande Goiandira do Couto. Ali foi um divisor de águas, um lugar para ter um contato mais direto com a arte e desenvolver a vontade de criar”, relembra Auriovane.

Apesar de não ter aprendido diretamente com a Goiandira, ela foi a maior influência para Auriovane D’Ávila – inclusive, na técnica da pintura com areia. O artista via o que ela fazia e ia buscando o próprio jeito de trabalhar com aquele material, que segundo ele é tão rico e “tão da nossa terra”. A observação, portanto, foi uma escola para ele e depois, aprendeu praticando, na raça e sentindo as possibilidades de se expressar por meio da arte visual.

Sou um artista muito ligado à natureza e à cultura, então meu trabalho sempre foi muito conectado às minhas raízes, às cores vibrantes do Cerrado, mas também com um pé no surreal, no imaginário. Gosto de misturar o real com o sonho

A exposição individual “Caminho das Areias”, celebrou os seus 30 anos de carreira. Aconteceu no Sesc da Cidade de Goiás, durante o FICA de 2025. Foram 64 obras contando a trajetória artística de Auriovane D’Ávila. Na atualidade, planeja entrar para o Guinness Book com a maior tela de areia colorida do mundo, que será apresentada em 2027 na ocasião da celebração dos 300 anos da Cidade de Goiás.

“Sou uma pessoa meio inquieta. Além das artes plásticas eu também gosto muito do audiovisual. Já produzi alguns documentários e a música também me cativa muito, desde pequeno eu sou metido a cantar um pouco também”.

Xica

Gravadeira de poéticas astrais e ancestrais, como gosta de se intitular, Xica nasceu em Buritis de Minas (MG) e hoje reside em Goiânia. Mestra em Arte e Cultura Visual pela FAV-UFG, tambem é professora de gravura no Sertão Negro Ateliê e Escola de Artes (GO). Além de integrar o Jatobá Nascente Escola e o Ateliê de Artes e Batalhão das Gravadeiras, que é um coletivo de mulheres e travestis focado na pesquisa de gravura em diferentes técnicas.

Xica | Foto: Foto: Jhony Aguiar

“Eu venho de lugares mais rurais, como a Carvoeira e o mato. A infância foi um local de muita fabulação e contato com a natureza, então eu acho que essa percepção poética, uma coisa que me acompanha antes de eu saber a palavra artista.

A pesquisa de Xica reflete as interações de aspectos da espiritualidade na diáspora pós colonização, principalmente na América do Sul. A artista visual se interessa pela diversidade de formas de viver e elaboração das confluências de ritos, objetos, elementos e histórias.

Minhas inspirações acontecem muito dentro do que eu costumo chamar de uma família rizomática: referências que vão se formando a partir de encontros, afetos, ancestralidade e atravessamentos. Os nossos mais velhos, inclusive nas artes, são fundamentais nesse processo

Xica afirma que existem referências que a inspiram, que ela considera de ancestrais vivos. Dalton Paula é uma presença fundamental para ela – tanto pela obra quanto pela forma como pensa arte. Rosana Paulino também é referência, especialmente no campo da gravura, pela maneira como ela trabalha o papel, a imagem e a história da mulher negra no Brasil. Já o trabalho do mestre Didi e Rubem Valentim dialogam com a pesquisa que desenvolve, sobretudo na relação entre objeto artístico, espiritualidade e ritual.

“Eu ainda não tive uma exposição individual. Nesses últimos anos tenho participado de exposições coletivas incríveis, que fazem muito sentido e me ensinam muito nesse lugar do que é preciso para a construção de uma exposição que abarque as pesquisas construídas”.

Zaia Angelo

A goiana Zaia Angelo começou a pintar as primeiras telas, aos sete anos. Uma carreira de 16 anos e que na, atualidade, está mais voltada para a própria vivência, enquanto mulher trans. Além de representar a comunidade LGBTQIAPN+. Pois, o intuito dela é que esse público se veja no trabalho, que desenvolve. O início no mundo das artes plásticas se deu como uma brincadeira.

Zaia Angelo | Foto: Arquivo Pessoal

“Eu amava desenhar, enquanto as crianças jogavam bola, brincavam de boneca, eu só queria saber de desenhar. Acho que era a minha comunicação, como conseguia me expressar, pois sempre fui uma criança muito tímida e retraída. Então pra mim a arte sempre foi sinônimo de expressar sentimentos”, afirma Zaia.

Ela conta que seu maior sonho é poder viver através do trabalho artístico, sem precisar fazer outras coisas e ter trabalho com carteira assinada. Para ela, é muito difícil ficar conciliando os dois, porque acaba retraindo o lado artístico.

A arte na minha vida é tudo. Acho que se eu não tiver o poder de continuar fazendo meus trabalhos, de continuar pintando, costurando, fazendo telas, eu não vejo motivo de viver. A arte é muito importante na minha vida

Zaia Angelo já teve algumas exposições solos, como “Transgressão” (2024) e “Incômodo” (2023). A artista plástica acredita que um trabalho exposto é uma história que está sendo contada para o mundo ver e sentir. Da sua trajetória, ela recorda outra exposição coletiva: Carrossel do Louvre (2018), em que levou uma obra sobre homofobia.

“A gente se inspira em coisas que as pessoas acreditam, que sejam banais do dia a dia. A gente vê uma flor bonita, ou até um esquema de cores de um prédio. A gente se inspira em coisas tão pequenas. Mas acho que a minha principal inspiração, sem dúvidas, é isso, são as vivências trans”.

Confira os trabalhos dos artistas visuais:

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