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Credores do Banco Master podem solicitar ressarcimento a partir de hoje

O FGC (Fundo Garantidor de Crédito) começou a receber neste sábado (17) os pedidos de ressarcimento de investidores que compraram CDB (Certificado de Depósito Bancário) do Banco Master. Pessoas físicas devem fazer a solicitação pelo aplicativo do FGC, enquanto empresas utilizam o site do órgão. A medida acontece após a liquidação do banco pelo Banco Central em 18 de dezembro de 2025. O certificado é um investimento de renda fixa em que o investidor empresta dinheiro ao banco e recebe juros pré ou pós-fixados. Daniel Lima, diretor-presidente do fundo, afirmou que a equipe do liquidante trabalhou intensamente para gerar os arquivos de pagamento rapidamente. Ele reforçou que, após a solicitação, o pagamento ocorre em até dois dias úteis em conta de titularidade do credor. O número de credores diminuiu de 1,6 milhão para cerca de 800 mil, e o valor total a ser pago é de R$ 40,6 bilhões, abaixo da estimativa inicial de R$ 41,3 bilhões. O FGC informou ainda que possui liquidez de R$ 125 bilhões, conforme dados de novembro de 2025. A instituição alertou para possíveis golpes e enfatizou que não cobra taxas nem usa intermediários. O FGC protege investimentos de até R$ 250 mil por CPF (Cadastro de Pessoa Física) ou CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica). A indenização inclui o valor aplicado e os rendimentos até a liquidação, respeitando o teto de cobertura. Produtos sem garantia do fundo, como debêntures, CRIs (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e fundos de investimento, não recebem pagamento automático. O banco Master foi liquidado por apresentar risco de falência devido ao alto custo de captação e à exposição a investimentos considerados arriscados. Tentativas de venda, incluindo proposta do BRB (Banco de Brasília), não avançaram por questionamentos de órgãos de controle e falta de transparência.

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