Réu é condenado a 20 anos por matar homem e jogar corpo em mata
Yuri Nunes Avalo, 49 anos, foi condenado a 20 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato de Carlos Eduardo Severo da Costa, 36 anos. O crime aconteceu em 5 de maio de 2025, durante a manhã, na Avenida Santo Eugênio, Bairro Santo Eugênio, em Campo Grande. O corpo da vítima foi encontrado em área de mata às margens do Córrego Bálsamo durante a noite. Segundo a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Yuri estava em frente à casa da ex-companheira na noite do dia 4 de maio, junto com a mulher e o filho, quando Carlos chegou e os dois tiveram um desentendimento a respeito de boatos que o acusado estaria espalhando que a vítima havia cometido furtos na região. Após a discussão, eles foram embora. No entanto, durante a madrugada do dia 5 de maio, Carlos voltou para a casa da ex-companheira de Yuri e passou a noite no local. Na manhã do mesmo dia, o acusado foi até a residência e com uma faca entrou no cômodo onde a mulher e o filho dormiam e ordenou que saíssem do imóvel. Em seguida, aproveitou que Carlos estava dormindo e deu os golpes de faca no homem. Após confirmar que a vítima estava morta, Yuri envolveu o cadáver em um colchão e ameaçou o filho para que o ajudasse a levar o corpo até o Córrego Bálsamo. Depois mandou a ex-mulher limpar a casa. Com medo, o rapaz ajudou o pai a levar o corpo até a área de mata e a mulher jogou terra em cima do sangue da vítima que ficou na residência. O cadáver de Carlos foi encontrado perto de um sofá onde ele dormia no momento do ataque. Yuri foi denunciado por homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima, por ocultação de cadáver e fraude processual. Ontem ele sentou no banco dos réus da 1ª Vara do Tribunal do Júri e após a defesa sustentar as teses de absolvição por negativa de autoria e exclusão das qualificadoras, o Conselho de Sentença decidiu por condenar o homem conforme a denúncia. Depoimento - Yuri foi preso perto do local onde estava o corpo e, em depoimento ao delegado Willian Rodrigues de Oliveira Junior, confirmou que discutiu com a vítima, mas negou o assassinato. O homem relatou que estava na casa da ex-companheira quando Carlos chegou por volta das 20h fazendo ameaças com uma faca e o chamou de “filho da p... mentiroso”. Yuri afirmou ainda que, logo depois, foi embora junto com a vítima, mas voltou para a casa da mulher na manhã de ontem. Carlos não estava no local e conta que não viu o homem naquele dia; sendo assim, ele afirma que não o matou nem coagiu a ex-mulher e o filho dela a ajudarem a ocultar o corpo. Ainda no relato ao delegado, o acusado diz que a camiseta que usava estava suja porque trabalha em uma horta. Lá, eventualmente capivaras pulam a cerca e se cortam ou morrem. Pode, portanto, ser sangue de algum animal no vestuário, e não de Carlos.