Descarte irregular de lixo gera multas de R$ 765 mil na Capital
No combate diário ao descarte irregular, a Patrulha Ambiental da GCM (Guarda Civil Metropolitana) aplicou no ano passado, mais de R$ 765 mil em multas e registrou 119 autos de infração em Campo Grande. Em 2025, equipes da Prefeitura de Campo Grande identificaram e realizaram a retirada de lixo em mais de 400 pontos de descarte irregular espalhados pela Capital. As ações, de acordo com a prefeitura, buscam garantir a manutenção das vias, a limpeza urbana e, principalmente, a prevenção de alagamentos, problema recorrente em períodos de chuva intensa. Apesar do trabalho contínuo, a prefeitura aponta que a reincidência é hoje um dos principais obstáculos para a eficácia do serviço. Pouco tempo após a limpeza, muitos locais voltam a receber grandes volumes de resíduos descartados de forma irregular. Entre os materiais mais encontrados estão restos de obras, galhos, móveis velhos, eletrodomésticos, pneus, garrafas PET, latas e plásticos. Segundo o município, além de comprometerem a limpeza da cidade, esses resíduos entopem bueiros, dificultam o escoamento da água e aumentam o risco de alagamentos, além de favorecerem a proliferação de doenças e de animais peçonhentos, como escorpiões. Um exemplo é a Rua Gérbera, no Jardim das Hortênsias, que somente em 2025 já recebeu quatro ações de limpeza realizadas pelas equipes municipais. O descarte ilegal é considerado crime ambiental, com penalidades que podem ultrapassar R$ 13 mil, dobrando em caso de reincidência. Paralelamente, a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) realizou a limpeza e manutenção de mais de 25 mil bocas de lobo nas sete regiões da cidade. Ainda assim, alagamentos pontuais foram registrados, reforçando o diagnóstico de que o lixo jogado de forma inadequada bloqueia a drenagem urbana. O secretário de Infraestrutura, Marcelo Miglioli, destaca que a participação da população é essencial para enfrentar o problema. “Infelizmente, é muito comum vermos na enxurrada restos de móveis, galhos e plásticos que foram jogados na rua. Esse material desce com a água e trava o sistema. O que pedimos é consciência: a Prefeitura limpa, mas o cidadão não pode sujar. Se cada um fizer sua parte, a água flui e a cidade não sofre com as chuvas”, afirmou. Outro ponto que exige atenção constante é o Lago do Amor. De acordo com a prefeitura, o lixo acumulado nos vertedouros pode provocar transbordamentos. A limpeza das comportas é realizada semanalmente, mas frequentadores do local relatam que é comum encontrar resíduos boiando ou presos à vegetação. Onde descartar corretamente - Campo Grande conta com cinco ecopontos gratuitos para o descarte regular de resíduos. Cada cidadão pode levar até um metro cúbico por dia de materiais como móveis velhos, galhadas, restos de obras e recicláveis. Ecoponto Panamá – Rua Sagarana, esquina com Av. José Barbosa Hugo Rodrigues Ecoponto Noroeste – Rua Piraputanga, esquina com Rua Guarulhos Ecoponto Nova Lima – Rua Pacajús, nº 194 Ecoponto União – Av. Roseira, esquina com Rua Carmem Bazzano Pedra Ecoponto Moreninhas – Rua Copaíba, entre as ruas Antônio Davi Macedo e Amado Nogueira Moraes Também existem formas de denunciar ou solicitar limpeza: Denúncias em flagrante: telefone 153 (Guarda Civil Metropolitana) Solicitação de serviços e reclamações: telefone 156 (Central de Atendimento ao Cidadão) A prefeitura reforçou que o uso correto dos ecopontos e a denúncia de práticas irregulares são fundamentais para reduzir a reincidência e minimizar os impactos do descarte ilegal no dia a dia da cidade.