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Rafael chocou vizinhos fazendo tereré com gelo direto da calçada

Rafael Macedo Nunes, de 32 anos, provou que tradição não tira férias e muito menos sente frio. Apaixonado por tereré, ele não abandona o hábito nem debaixo de neve. Morando nos Estados Unidos, ele "chocou" vizinhos ao sentar na calçada e fazer o bom e velho tereré sul-mato-grossense com gelo direto da calçada. Claro, tudo não passou de uma brincadeira, mas o momento foi filmado e deu o que falar.  Natural de Campo Grande, ele e a família foram para a América do Norte em fevereiro de 2024 e desde então não voltaram ao Brasil. A saudade aperta e o tereré é um jeito de manter as raízes, mesmo longe de casa. O vídeo, gravado do lado de fora da casa, mostra Rafael sentado em uma cadeira, preparando o tereré, enquanto tenta se comunicar em inglês. Depois, solta um: “Vai um golinho aí?”. Mesmo sendo avisado que estava 10ºC, ele responde: “Não estou sentindo tanto frio, não. Tereré aqui não pode faltar.” "Isso está repercutindo muito, muita gente comentando e repostando. Eu amo demais o Mato Grosso do Sul. A gente fala que muita gente quer conhecer os EUA, mas estamos morrendo de saudade, não vemos a hora de ir no Pantanal dar uma pescada, tomar o tereré no calor. Aqui a gente toma mais é no frio, para matar a saudade".  Ao  Lado B ele conta que fica feliz em trazer o costume para outros lugares e que já até chegou a oferecer para os colegas norte-americanos. Claro, ninguém gostou. "Eu falo que ele é nossa identidade, onde vamos ele tem que acompanhar. No Brasil era assim e nos EUA não muda".  Apesar do bom humor do vídeo, a vida longe do Brasil não é leve. Antes da mudança, Rafael morava em Terenos, onde mantinha um restaurante. Hoje, a rotina é bem diferente: de dia construção civil, de noite faxina em um supermercado.  Segundo ele, o pai já estava no país quando ele chegou. Depois vieram o irmão e a cunhada. A esposa chegou grávida e o filho do casal nasceu nos Estados Unidos. “A vida aqui é dura. A gente trabalha bastante. A cultura é diferente da do Brasil”, resume. Ele destaca que não existe horário de almoço como no costume brasileiro. São apenas 30 minutos de pausa. Pouco tempo, muito trabalho. Mesmo assim, o tereré segue presente no cotidiano da família. Rafael conta que consome a bebida todos os dias com os parentes. A única adaptação é o local. Nada de tomar do lado de fora quando o frio aperta. “No gelo, só no vídeo. Dentro de casa, porque lá fora é muito frio.”

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