Fazendas são investigadas por desmate de mais de 3 mil hectares em Figueirão
O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) instaurou inquérito civil para apurar o corte irregular de árvores e a supressão de vegetação nativa em três propriedades rurais localizadas no município de Figueirão, a cerca de 527 km de Campo Grande. As fazendas pertencem à mesma empresa agropecuária. A investigação da 2ª Promotoria de Justiça de Camapuã começou após uma fiscalização do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), que identificou, por meio de imagens de satélites, o desmate de árvores em uma área total de 3.426,3899 hectares, entre os dias 3 de março e 30 de junho de 2023. No mesmo período, também foi constatada na área a supressão de 18,5562 hectares de vegetação nativa, sem autorização da autoridade ambiental competente. As condutas configuram infração às leis ambientais e a multa prevista para o caso chega a R$ 1.046.473,17. A empresa proprietária das três fazendas apresentou esclarecimentos para o Imasul e reconheceu a remoção de vegetação, mas em números bem menores do que o informado pela entidade. Para ela, foram apenas 43 hectares de árvores removidas e 10 hectares de vegetação nativa. O MPMS seguirá investigando o caso e solicitou ao Nugeo (Núcleo de Geotecnologias) uma análise histórica da área indicada para identificar quando houve a supressão da vegetação. A apuração poderá resultar em medidas extrajudiciais, como a assinatura do TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) ou no ajuizamento de ação civil pública, caso sejam confirmadas as irregularidades. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .