Goiânia lança força-tarefa contra dengue com previsão de 2,5 milhões de visitas domiciliares
A Prefeitura de Goiânia lançou nesta segunda-feira, 2, uma operação de combate à dengue. A ação prevê vistorias em imóveis fechados e abandonados para eliminar focos do mosquito, além da aplicação de inseticida e da instalação de dispositivos de monitoramento do Aedes aegypti. Ao todo, 1.116 propriedades de risco foram mapeadas, e a estratégia inclui ainda 2,5 milhões de visitas domiciliares ao longo do ano.
Segundo o prefeito Sandro Mabel (UB), o planejamento inclui 21 mil visitas diárias pelo município. Casas fechadas e terrenos abandonados fazem com que tenhamos um risco iminente dentro de um bairro como esse”, disse o chefe do Executivo, no evento de abertura Operação de Enfrentamento à Dengue no bairro Jardim Europa. Ele também citou o Centro de Goiânia, Setor Campinas e a região Leste como locais de preocupação.
“No ano passado, reduzimos em 50% os casos de dengue em Goiânia, e essa queda também se deve ao trabalho da nossa Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e das equipes de Endemias. Neste ano, estamos reforçando ainda mais as ações para evitar que a cidade volte a enfrentar um período crítico como o de 2024. Agora, o principal é você, que tem a sua casa, fazer a sua parte. A dengue mora junto com você, dentro da sua casa. Se você deixar ela morar lá, certamente será afetado”, afirmou o prefeito.
Conforme o prefeito Mabel e o secretário municipal de Saúde, Luiz Gaspar Machado Pellizzer, a estratégia inclui atuar em um raio de até 18 quarteirões a partir de um foco de dengue. A força-tarefa, além de prever 2,5 milhões de visitas domiciliares, também pretende roçar 25 milhões de metros quadrados em Goiânia. Como antecipou o Jornal Opção, a força-tarefa será realizada em toda a cidade, após a regionalização das áreas.
No ano passado, a SMS realizou 2.213.545 inspeções na cidade. Ao todo, foram registrados 32.863 focos do mosquito Aedes aegypti em 23.205 imóveis ao longo do ano. As equipes ainda notificaram 3.750 propriedades por irregularidades.
Impacto
Pellizzer ainda destaca que o impacto da doença é imediato e expressivo, principalmente nos primeiros meses do ano. “Entre janeiro e abril, que normalmente é o pior período do ponto de vista sazonal, registramos um aumento de mais de 50% no número de consultas nas unidades de urgência e emergência. Unidades que realizavam de 10 a 12 mil atendimentos passam a fazer 18 mil. Já aquelas que vinham registrando de 5 a 6 mil chegam a 10 ou 11 mil”, explicou.
Segundo ele, o volume mensal de atendimentos pode saltar de cerca de 100 mil para até 150 mil apenas nas unidades de urgência. No entanto, apesar do cenário, a SMS aponta redução nos indicadores em relação ao ano anterior. “Em 2025, houve 29 mil [casos confirmados]. Uma queda expressiva. Nosso número de óbitos abaixou bastante também, de 80 casos confirmados em 2024 para 38 casos confirmados em 2025”, mencionou.
Estratégias
Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde da SMS, Flávio Toledo, a cidade conta com 10.800 armadilhas contra o mosquito espalhadas por regiões como Sudoeste, Noroeste, Norte e Sul. “Hoje nós vamos começar a colocar mais outro tipo de armadilha, que é uma outra metodologia. Aqui, vamos começar 800 e nós temos previsão para aumentar para 10.000 durante esse ano”, afirmou.
O município também firmou parcerias para ampliar o uso de estações disseminadoras de larvicida. “Fizemos também uma parceria com a UFG e com a Fiocruz, o NB, para a gente colocar também aqui o que eles chamam de EDL, estações disseminadoras de larvicidas, que também é uma outra metodologia, em que o mosquito se contamina e sai levando o inseticida para os locais onde os agentes não conseguem ir”, explicou.
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