Área de antigo frigorífico é doado para construção de "aeroporto" em Iguatemi
A antiga sede da JBS S/A em Iguatemi, a 412 quilômetros de Campo Grande, deve dar lugar a um aeródromo, conforme publicação desta quinta-feira no Diário Oficial de Mato Grosso do Sul. O imóvel, com 13,31 hectares, está sem atividade ao menos desde 2024, segundo registros disponíveis na internet. Aeródromo é qualquer local preparado para pouso e decolagem de aeronaves, podendo ser apenas uma pista, sem estrutura para passageiros. Diferente do aeroporto, que é um tipo de aeródromo que possui infraestrutura completa e autorização para operar voos comerciais, com terminal, serviços e controle. O extrato da doação da área ao Governo do Estado foi assinado pelos proprietários da empresa e pelo secretário estadual de Administração, Frederico Felini. A medida formaliza a transferência do terreno para viabilizar a implantação da pista de pouso no município. No início de janeiro deste ano, o Poder Executivo estadual informou que Iguatemi está entre as cidades que devem receber aeródromo nos próximos anos, embora o município não conste na lista de localidades contempladas em estudos de viabilidade para a implantação de 20 novas estruturas no Estado. Para 2026, há previsão de investimentos em aeródromos já existentes. A publicação no Diário Oficial trata especificamente do extrato de doação da área da JBS ao Estado e tem como finalidade a implantação do aeródromo no município. Em agosto de 2024, o tema foi levantado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, quando a deputada estadual Mara Caseiro (PSDB) mencionou a possibilidade de investimentos para a instalação de um aeroporto em Iguatemi. Procurado, o secretário Frederico Felini não falou com a reportagem. A assessoria de imprensa do Governo do Estado foi acionada para detalhar o projeto e informar prazos e investimentos previstos. O retorno ainda é aguardado.