CBF inclui árbitro de MS em programa nacional de profissionalização
O árbitro assistente Eduardo Cruz, do quadro da FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul), passou a integrar o grupo de 72 profissionais contratados pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) para o novo modelo de arbitragem nacional. A entidade anunciou a lista nesta segunda-feira (2), após avaliações técnicas realizadas nas temporadas de 2024 e 2025. A CBF selecionou os profissionais com base em critérios técnicos, selo Fifa e médias de desempenho. A análise considerou quatro pilares: treinamento técnico, saúde e performance, tecnologia e governança e estrutura. O modelo segue práticas adotadas por federações europeias. Entre os 72 escolhidos, 20 atuam como árbitros centrais, sendo 11 do quadro da Fifa. Outros 40 exercem a função de assistentes, com 20 integrantes da Fifa. O grupo conta ainda com 12 árbitros de vídeo, todos com selo Fifa (Federação Internacional de Futebol Associado). A CBF prevê avaliação anual com possibilidade de rebaixamento de pelo menos dois profissionais por função. O sistema também permite a promoção de árbitros que se destaquem ao longo da temporada. O presidente da CBF, Samir Xaud, afirmou que a medida representa uma mudança estrutural na arbitragem brasileira. Segundo ele, o novo modelo atende a uma demanda antiga do futebol e alinha o país a padrões adotados por grandes federações internacionais. O presidente da FFMS, Estevão Petrallás, atribuiu a conquista ao trabalho da Comissão de Arbitragem da entidade. Ele citou a atuação do diretor Augusto Ortega na condução das atividades e no preparo dos profissionais do Estado. PRO (Programa de Profissionalização da Arbitragem). A CBF vai investir cerca de R$ 195 milhões no biênio 2026 e 2027 para o desenvolvimento do setor. Além da remuneração fixa, os árbitros passarão por avaliações regulares feitas por observadores e por uma comissão técnica contratada pela CBF. As notas vão considerar controle de jogo, aplicação das regras, desempenho físico e comunicação em campo. Os profissionais também vão seguir planos individuais de treinamento, com rotina semanal de atividades físicas e técnicas. O programa inclui monitoramento tecnológico, suporte na área de saúde e quatro avaliações anuais, com testes físicos e simulações de jogo. A CBF prevê ainda capacitações mensais, com aulas teóricas, atividades práticas em campo e análises de desempenho. Após cada partida, os árbitros vão receber feedback individual, com discussão de lances avaliados como decisivos.