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Mudança no Imas vai permitir que instituto receba emendas parlamentares

Em apuração exclusiva do Jornal Opção, do projeto de lei que trata da reestruturação do Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores (Imas) deve trazer em um dos artigos uma mudança significativa do ponto de vista orçamentário: a permissão para que o instituto possa receber emendas parlamentares para compôr o orçamento. A proposta aguarda apenas a assinatura do prefeito Sandro Mabel (UB) para ser enviado à Câmara Municipal de Goiânia, que está em recesso parlamentar.

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A Lei em vigor é considerada antiga pela prefeitura e limita as alternativas de reforço financeiro. A proposta também deve avançar sobre o modelo de contribuição dos servidores, que hoje pagam um percentual de 4%. De acordo com vereadores, há a possibilidade de adoção de critérios atuariais e valores por faixa etária, embora o tema precise ser discutido durante a tramitação da proposta com conselhos e sindicatos.

O Imas atende majoritariamente os servidores que estão entre as faixas salariais mais baixas da prefeitura, o que limita a capacidade de arrecadação do plan assistencial. Historicamente, o instituto sempre operou com cotas — um teto mensal de procedimentos eletivos, consultas e internações que podiam ser realizados pela rede credenciada. Com o fim desse limite, o desequilíbrio financeiro se aprofundou, o que gerou uma dívida acumulada de aproximadamente R$ 220 milhões.

Gestão retomou sistema de cotas para reduzir déficit

Em 2025, o instituto registrou déficit até o mês de junho. A partir daí, a gestão do instituto retomou o sistema de cotas para garantir o pagamento dos prestadores de serviço. Hoje, a receita líquida mensal do Imas gira em torno de R$ 13 milhões para custear hospitais e profissionais pessoas físicas, mas o faturamento apresentado chega a cerca de R$ 22 milhões em alguns meses, diferença que evidencia o desequilíbrio estrutural do modelo.

O projeto de reestruturação prevê a contratação de uma empresa especializada para auxiliar na gestão técnica do plano de saúde, enquanto a administração geral permanece sob responsabilidade do município. Segundo o prefeito, trata-se de uma empresa de fora do estado, com experiência no setor, cuja contratação está vinculada a um prazo judicial. A assinatura do contrato deve ocorrer nos próximos dias.

Atualmente, cerca de 70 mil beneficiários dependem do Imas, número que, frente à capacidade de arrecadação, é apontado pela gestão como um dos principais desafios para equilibrar as contas. A expectativa da prefeitura é que o debate sobre o tema esteja entre os principais da pauta da Câmara Municipal de Goiânia no início do ano legislativo.

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