Bzzzs e brrrs
Há anos, contei aqui que, certa noite, tive de recorrer a meu dentista, dr. Americo, numa emergência. De repente, ouvi ruídos na sala ao lado. Eram sons de brocas, gargarejos, vozes abafadas e um ou outro gemido. Detalhe: estávamos sozinhos no consultório. Perguntei o que era e Americo não se abalou: "É um dentista que trabalhava aqui. Morreu faz tempo. Os clientes que ele atendia também já morreram, mas parece que alguns com o tratamento pelo meio. Devem ter vindo para terminar". Fiquei encantado com a naturalidade com que Americo se referia a um colega já defunto e sua clientela idem. "Não me incomoda", disse. "Ele só começa a trabalhar depois que vou embora."
Leia mais (02/04/2026 - 08h00)