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Renan Filho: “MDB precisa isolar extrema-direita” e fortalecer projeto com Lula

As articulações para 2026 já movimentam e evidenciam divisões internas no MDB. Integrantes da cúpula do partido defendem liberar a bancada e não formalizar apoio nem à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem a uma eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL).

Também foi descartada a hipótese de alinhamento automático ao PSD, que tem como possíveis presidenciáveis os governadores Ronaldo Caiado, Ratinho Júnior e Eduardo Leite. De acordo com interlocutores da executiva nacional, ao menos 16 diretórios estaduais resistem a uma aliança formal com o PT nas eleições de outubro.

Ainda assim, uma ala expressiva do partido segue favorável ao apoio a Lula. Além disso, lideranças avaliam que o presidente da República dificilmente convidará o MDB para compor a chapa majoritária.

A especulação de que a sigla poderia indicar o vice mobilizou ministros e o presidente do PT, Edinho Silva, que reafirmaram a aliança prioritária com o PSB e com o vice-presidente Geraldo Alckmin. Lula também se reuniu com o prefeito de Recife, João Campos, presidente nacional do PSB, reforçando o eixo petista-socialista.

Em entrevista ao SBT News, o senador Renan Calheiros admitiu a possibilidade de o MDB compor a vice de Lula e citou nomes como a ministra do Planejamento, Simone Tebet, o governador do Pará, Hélder Barbalho, o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, e o ministro dos Transportes, Renan Filho.

Também à emissora, o ministro, que é filho de Calheiros, disse que “o MDB deve estar com Lula”. Apesar das divergências internas, Renan Filho defende abertamente a aliança com o presidente.

“O MDB é um partido amplo, com opiniões divergentes, e isso é saudável. O que eu defendo é que o MDB esteja com o presidente Lula e faça uma aliança. Só depois disso se discute quais são as possibilidades dessa composição”, afirmou.

O ministro ressaltou que o MDB não opera sob lógica de “caciquismo partidário” e que qualquer decisão será tomada em convenção nacional. Ele lembrou que, no passado, a legenda rejeitou candidatura própria e optou por permanecer alinhada ao governo federal.

Para Renan Filho, a estratégia ideal seria ocupar o centro político e “isolar o bolsonarismo na extrema-direita”, fortalecendo um projeto nacional que, segundo ele, tem garantido crescimento econômico, geração de emprego e investimentos em infraestrutura.

Relação PT-MDB e o fantasma do impeachment

Questionado sobre o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, que resultou na ascensão de Michel Temer, Renan Filho minimizou o impacto do episódio na atual relação entre os partidos. “A cada ano que passa, fica mais claro que foi um processo político, sem crime material”, declarou.

Ele destacou que o MDB já integra o governo, comandando ministérios estratégicos, como Transportes, Planejamento e Cidades, e que a aliança não necessariamente implica compor a chapa presidencial.

Renan Filho também elogiou Geraldo Alckmin, alinhando-se à avaliação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, de que o atual vice-presidente amplia o alcance político do governo, especialmente em São Paulo.

Alagoas

No plano estadual, o ministro reforçou que permanecerá em campo oposto ao do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira, que articula pré-candidatura ao Senado. “Eu não tenho relação política com o Arthur Lira. Sempre o enfrentei. Não acho ruim que ele vote no presidente Lula, mas tenho dificuldade de estar no palanque dele”, afirmou.

Renan Filho anunciou que disputará o governo de Alagoas em 2026, posição que, segundo ele, representa o entendimento do MDB local. “Vou ser candidato a governador. É a oportunidade de dar um novo salto de desenvolvimento ao Estado e dar continuidade às políticas públicas”, declarou.

Sobre a pré-candidatura de Lira ao Senado, o ministro foi crítico: “Ele pode ser candidato, porque preenche os requisitos. Mas candidatura majoritária exige explicação ao eleitor, exige mostrar trabalho”.

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