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Calor e álcool exigem atenção redobrada no Carnaval, alerta SES

Neste sábado de Carnaval (14), a SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul) emitiu orientações para reduzir riscos à saúde durante a folia. A preocupação é direta: calor intenso, longas horas em pé, consumo de álcool e alimentação improvisada formam a combinação perfeita para desidratação, mal-estar e até intoxicação alimentar. A principal recomendação é simples, mas frequentemente ignorada: beber água ao longo do dia, mesmo sem sede. A perda de líquidos aumenta sob o sol e em meio à aglomeração. Sucos naturais e água de coco ajudam na reposição. O tereré também contribui para a hidratação, mas não substitui o consumo regular de água. O alerta se estende ao consumo de bebidas alcoólicas. Segundo a pasta, o álcool favorece a desidratação, compromete reflexos e eleva o risco de acidentes. A orientação é intercalar a ingestão de álcool com água para reduzir impactos no organismo. Na alimentação, o foco deve ser em refeições leves e de fácil digestão, como frutas, saladas e sanduíches naturais. Alimentos gordurosos ou de procedência duvidosa aumentam o risco de indisposição. A SES recomenda atenção às condições de higiene do local de venda e à conservação dos produtos, especialmente em dias de calor. O gerente de Alimentação e Nutrição da secretaria, Anderson Holsbach, orienta que o folião evite longos períodos em jejum, o que pode provocar queda de pressão e mal-estar. Ele reforça que escolhas equilibradas ajudam a manter a disposição durante o dia. Casos de intoxicação alimentar tendem a crescer neste período. Medidas básicas, como higienizar as mãos antes das refeições e evitar alimentos expostos ao calor por tempo prolongado, reduzem significativamente o risco. A proteção contra o sol é outro ponto central. O uso de protetor solar, com reaplicação a cada duas horas, além de chapéus e roupas leves, ajuda a prevenir queimaduras e insolação. A recomendação é evitar exposição prolongada entre 10h e 16h, quando a radiação é mais intensa. Com crianças, o cuidado deve ser redobrado. Elas se desidratam com mais facilidade e nem sempre conseguem relatar sintomas. Pais e responsáveis devem oferecer água com frequência, evitar exposição direta ao sol e observar sinais como sonolência, irritação e pele muito quente. A SES também orienta que os responsáveis identifiquem os pequenos com pulseiras ou crachás contendo nome e telefone para facilitar a localização em caso de desencontro. A secretaria reforça que a festa pode ser aproveitada com segurança, desde que medidas preventivas façam parte do roteiro do folião. No Carnaval, improviso combina com fantasia. Com saúde, não.

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