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Chuva de 30 minutos transforma ruas em rio de lama do Seminário ao Canguru

Menos de meia hora de chuva foi suficiente para transformar ruas de Campo Grande em corredores de lama na tarde desta quarta-feira (18). Entre o Jardim Seminário e o Bairro Canguru, a enxurrada desceu com força, carregando terra, formando correntezas barrentas e deixando motoristas ilhados. No Jardim Seminário, entre as ruas Theodomiro Serra e Ovídeo Serra, a água não era apenas chuva acumulada. Era um verdadeiro rio de lama descendo pelas vias, invadindo cruzamentos e obrigando condutores a parar ou buscar rotas improvisadas. Quem seguia pelas avenidas às margens do Córrego Segredo precisou subir no canteiro central ou desviar para evitar a correnteza. Alguns se arriscaram e acabaram ilhados, mas a maioria desistiu do trajeto. Teve quem não desistiu e foi arrastado, junto com toldos e outros objetos. "Tentei avisar um motorista, mas não deu tempo, ele já foi descendo. Não é a primeira vez, dois anos atrás até precisei amarrar carros no pé de manga", compartilha o morador Alex Florentim, de 36 anos. Nivalda de Araújo, de 57 anos, mora naquele ponto de alagamento há muitos anos e teme que coisas piores aconteçam. "Meu medo é que a enxurrada leve a casa de alguém, pois o muro de um vizinho já foi derrubado uma vez. Precisamos resolver essa situação com urgência", reforça. A estudante Yasmin Hadid Marques, de 23 anos, conta que desde criança testemunha a água descendo pela rua, mas hoje foi muito forte. "Até que diminuiu um pouco quando asfaltou, mas continua forte, a ponto de arrancar blocos do pavimento", mostra. Essa situação também se agravou na Avenida Catiguá, no Canguru. A ponte que liga o bairro à Avenida Guaicurus ficou praticamente submersa.  O cenário já havia sido antecipado pelo alerta do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), que renovou o aviso de tempestade e chuvas intensas em Mato Grosso do Sul até sexta-feira (20). O órgão prevê volumes de até 60 milímetros por hora, ventos que podem chegar a 100 quilômetros por hora e risco de alagamentos. Em Campo Grande, a previsão indicava calor e pancadas isoladas. Bastaram 30 minutos para que a cidade confirmasse, na prática, o risco anunciado.

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