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Majur prova tereré, sobá e assume trio elétrico pela 1ª vez na carreira

A cantora baiana Majur comanda, pela primeira vez, um trio elétrico na carreira. A apresentação será neste sábado (21), no enterro dos ossos do bloco Eita. A estreia na Capital sul-mato-grossense já movimentou até Salvador. Ao Lado B , ela contou que não mal chegou na cidade e já garantiu a experiência de provar o tradicional sobá e o bom e velho tereré.  “Saiu notícia lá dizendo que eu estaria comandando o trio aqui em MS. Minha própria cidade falando sobre eu estar aqui. É muito especial e vai ficar para sempre na memória”. A artista desembarcou ontem em Campo Grande e fez questão de viver a cidade para além do palco e se encantou com a culinária local. “Eu estou de dieta e não teve como não experimentar o sobá. Que comida gostosa e que ideia legal, a coisa do ovo. Quero experimentar mais coisas daqui. Tem uma bebida que experimentei, uma erva, tereré”, comentou, rindo. Não é a primeira vez dela no Estado. Majur já esteve em Bonito, mas a passagem foi rápida. “Já fui para Bonito, tive tempo curto, não passei muito tempo. Dessa vez vim um dia antes e vou embora um dia depois, acredito que vou ter mais tempo para ver as coisas.”  Mesmo cansada da viagem, ela diz que não resistiu a conhecer um pouco da cena local no Ponto Bar. “Estava cansada, mas quando vi, não me aguentei.” Sobre a expectativa para comandar o bloco, a cantora revela que pesquisou artistas daqui para dividir o trio. Quer fazer do show um encontro. “Cada vez mais que ando e chego em algum lugar, essa extensão da cantora Majur só existe por causa das pessoas e dessa conexão com essas histórias que se conectam através da minha música. Isso para mim é Deus, é magia, manifestação do que é sagrado.” Nascida em Salvador, Majur construiu uma trajetória marcada por resistência e identidade. Cresceu na periferia da capital baiana, enfrentou dificuldades na infância, chegou a catar materiais recicláveis com a mãe para ajudar em casa e começou a cantar aos 5 anos no coral da Orquestra Sinfônica da Juventude. Misturando MPB, R&B, soul e ritmos de matriz africana, ganhou projeção nacional em 2019 ao participar da música “AmarElo”, ao lado de Emicida e Pabllo Vittar. Antes disso, já havia lançado o EP Colorir, em 2018. Depois vieram os álbuns Ojunifé, em 2021 e ARRISCA, dois anos depois, em 2023. Em 2024, passou a integrar o casting da Universal Music, ampliando o alcance da carreira. Artista trans e negra, Majur se tornou símbolo de representatividade e visibilidade LGBTQIA+ no país, levando para os palcos discursos sobre ancestralidade, afeto e empoderamento. Agora, em Campo Grande, ela escreve mais um capítulo dessa história.

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