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Em ato, manifestantes pedem fim da impunidade por maus-tratos aos animais

Com camisetas estampando a foto do cão Orelha e cartazes com a lista dos outros animais mortos violentamente nos últimos meses, manifestantes voltaram às ruas de Campo Grande na manhã deste domingo (22) para pedir justiça e medidas mais duras contra maus-tratos aos animais.  O ato organizado pelo SindiVet-MS (Sindicato dos Médicos Veterinários de Mato Grosso do Sul) começou na Praça Ary Coelho. A mobilização seguirá pela Avenida Afonso Pena até a Praça do Rádio Clube. A presidente do sindicato e liderança do movimento nacional, Nathália Cordoba, explica que a morte do cão comunitário Orelha, caso que ganhou repercussão nacional, não é um caso isolado. "É um caso que acontece todos os dias nas casas do Brasil e são poucos casos que são denunciados e noticiados. Então, a gente está pedindo uma punição legal para que as pessoas que cometem esses maus-tratos aos animais", apontou. Para a estudante de veterinária, Nicole Barreto, de 21 anos, a resposta da Justiça precisa ser mais eficaz nos casos de maus-tratos aos animais. Ela conta que já denunciou um caso, mas nada aconteceu. "Tem que ter leis mais rígidas, mais severas, contra os agressores dos animais, tantos animais que sofrem, vítimas de maus-tratos", disse. Ao lado da sua cachorrinha, Cherry, ela chama atenção para casos que não ganham repercussão como o caso do Orelha. "Muitos vivem e, às vezes, estão do lado da nossa casa e as pessoas não têm o mínimo de cuidado, de atenção, às vezes, para olhar os animais, para denunciar. Hoje, eu luto não só pelo meu cachorro, mas por todos aqueles que não têm um dono, que estão nas ruas, sem proteção", completou. A operadora de caixa, Neide dos Santos, de 50 anos, que hoje cuida de 34 animais, 30 gatos e quatro cachorros, ressaltou a necessidade do cuidado com os animais abandonados, que também é considerado uma forma de maus-tratos. "Tanto os outros que estão aí nos becos, a gente não sabe quantos animais existentes na rua, passando fome, frio e a crueldade humana. Eles não podem se defender, a gente tenta lutar por eles. Os animais precisam desse socorro", finalizou. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas  redes sociais .

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