“Pode até tirar voto dele”: Tião Peixoto diz que Ana Paula pode atrapalhar Wilder
O vereador por Goiânia, Tião Peixoto (PSDB), classificou a filiação de Ana Paula Rezende ao Partido Liberal (PL) como um “erro” e uma das maiores “traições” ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido ao qual a família Rezende esteve historicamente vinculada.
Segundo o parlamentar, o ex-prefeito e ex-governador Iris Rezende Machado estaria “revirando no cemitério” diante da mudança de legenda da filha. Para Tião Peixoto, a decisão pode, inclusive, prejudicar o pré-candidato ao Governo de Goiás pelo PL, Wilder Morais.
“Respeito muito o Wilder, é um ótimo líder, mas ela [Ana Paula] não leva nada. Pode até tirar voto dele”, afirmou o vereador à reportagem.
O tucano também apontou a falta de experiência em cargos públicos e eletivos como fragilidade na composição da possível chapa majoritária. “Ela nunca se candidatou nem para vereadora. Nunca foi secretária nem diretora. Nunca foi nada. Não tem experiência nenhuma para a vice”, declarou.
Apesar das críticas, Tião reconhece que a filiação pode gerar desgaste interno no MDB, partido atualmente presidido em Goiás pelo vice-governador Daniel Vilela. “Podemos ter uma desmoralização para o Daniel — que é o presidente do MDB. Ela agora vai ser a vice do Wilder”, avaliou.
Com isso, defende o nome de seu filho, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), Bruno Peixoto (UB) como o líder mais forte após o do governador Ronaldo Caiado (PSD) para disputar as majoritárias. “Hoje, onde o Bruno for, o povo faz fila atrás dele. Ele rouba qualquer cena”, apontou.
Relembre o caso
Filha de Iris Rezende, Ana Paula mantinha vínculo histórico com o MDB e presidia o Memorial Iris Rezende Machado, conhecido como Casa de Vidro. Em coletiva, no entanto, afirmou que seu projeto político vinha sendo “ignorado” pela legenda.
Em novembro, ela anunciou a intenção de disputar uma vaga ao Senado, mas, segundo relatou, não teria sido chamada para reuniões ou tratativas internas após colocar o nome à disposição. “Assim que coloquei meu nome à disposição do MDB para ser candidata, nunca mais fui chamada para conversar ou para reunião nenhuma. Fui completamente ignorada nesse processo”, declarou.
Assim como Tião Peixoto, lideranças da sigla e figuras públicas ouvidas pelo Jornal Opção classificaram a saída como uma ruptura com o legado político de Iris Rezende, marcado pela defesa da democracia, pelo diálogo institucional e por iniciativas como os tradicionais mutirões administrativos.
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