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Israel divulga vídeo de ataque a alvos no Irã; veja

O Exército de Israel divulgou neste sábado, 28, imagens que mostram bombardeios realizados contra alvos no Irã. De acordo com a publicação oficial, centenas de estruturas militares no oeste do país teriam sido atingidas.

A ofensiva foi conduzida em coordenação com os Estados Unidos nas primeiras horas de sábado. Explosões foram registradas em Teerã e em ao menos outras quatro cidades. Em resposta, o Irã lançou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio.

Autoridades israelenses afirmaram que o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, e o presidente Masoud Pezeshkian foram alvos da operação. Segundo informações divulgadas por agências internacionais, Khamenei não estaria na capital no momento dos ataques. A agência estatal iraniana informou que Pezeshkian está em segurança.

O que se sabe sobre a ofensiva

Relatos indicam que mísseis atingiram áreas próximas ao complexo presidencial e a instalações ligadas à liderança iraniana em Teerã. Explosões também foram ouvidas em Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. Após os bombardeios, o espaço aéreo do Irã foi fechado.

Segundo agências iranianas, 40 estudantes de uma escola feminina no sul do país morreram durante os ataques. O Exército israelense declarou ter atingido lançadores de mísseis e outros alvos considerados estratégicos.

Retaliação iraniana

O governo iraniano respondeu com o lançamento de mísseis e drones contra território israelense, o que levou ao acionamento de sirenes de alerta. Também houve registros de explosões em países como Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Emirados Árabes Unidos, nações que abrigam bases militares americanas.

Autoridades dos Emirados informaram que interceptaram parte dos projéteis e confirmaram uma morte em Abu Dhabi. Testemunhas relataram ainda uma explosão em Dubai.

Objetivos declarados pelos EUA e por Israel

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a meta da operação é acabar com o programa nuclear iraniano e impedir que o país obtenha armas atômicas. Segundo militares americanos, a ação pode se estender por vários dias. O Pentágono classificou a ofensiva como uma operação de grande escala.

Em pronunciamento, Trump declarou que o regime iraniano não poderá continuar a desestabilizar a região e incentivou a população do país a pressionar por mudanças internas.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a operação busca eliminar o que chamou de ameaça existencial representada pelo governo iraniano e criar condições para que a população “assuma o controle do próprio destino”.

Negociações interrompidas

A escalada ocorre após rodadas de negociação realizadas em Genebra na tentativa de estabelecer limites ao programa nuclear iraniano. Os Estados Unidos defendem a interrupção do enriquecimento de urânio e restrições ao alcance de mísseis balísticos. O Irã sustenta que seu programa tem fins pacíficos e já havia sinalizado disposição para reduzir o nível de enriquecimento em troca do alívio de sanções.

Teerã havia prometido reagir de forma dura a qualquer ataque, mesmo que limitado, e indicou que poderia atingir bases americanas na região.

Reforço militar na região

Nas últimas semanas, os EUA ampliaram sua presença no Oriente Médio com o envio dos porta-aviões USS Abraham Lincoln e USS Gerald R. Ford, além de outras embarcações e aeronaves. O Irã, por sua vez, realizou exercícios militares com Rússia e China e reforçou a proteção de suas instalações nucleares.

Contexto político e econômico

A tensão externa ocorre em meio a dificuldades internas no Irã. O país enfrenta inflação elevada, forte desvalorização do rial e impacto prolongado de sanções internacionais. Protestos contra o regime foram registrados ao longo do ano e reprimidos pelas autoridades.

Desde a Revolução Islâmica de 1979, o Irã é governado sob um sistema teocrático liderado pelo aiatolá Khamenei. As relações com os Estados Unidos permanecem marcadas por sanções, confrontos indiretos e tentativas intermitentes de negociação.

O episódio atual representa a segunda ofensiva americana contra o Irã em menos de um ano. Em junho de 2025, ataques já haviam atingido instalações nucleares iranianas, desencadeando retaliações limitadas e um acordo temporário de cessar-fogo.

Leia também: Itamaraty condena ataques dos EUA e Israel contra Irã e diz que o diálogo “é o único caminho viável para a paz”

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