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Matheus Ribeiro responde a vídeo de Aava: “Conversas de cafezinho que não são registradas e que muito menos podem ser comprovadas”

O presidente do PSDB em Goiânia, Matheus Ribeiro, publicou um vídeo nas redes sociais, nesta terça-feira, 10, em que afirma que a vereadora Aava Santiago, em nenhum momento, “procurou o PSDB em Goiânia, muito menos o diretório estadual para pedir uma carta de anuência”. O documento é necessário para que o integrante desfilie sem sofrer qualquer tipo de penalidade por trocar de partido. Além disso, afirmou que Aava tem envolvido nomes que não estão à disposição para confirmar ou desconfirmar as alegações. “Conversas de cafezinho que não são registradas e que muito menos podem ser comprovadas.”

A gravação tem pouco mais de quatro minutos. Nela, Matheus Ribeiro começa passando uma entrevista que a vereadora concedeu à rádio Difusora, em 18 de dezembro do ano passado. Na ocasião, Aava explicou que não haveria janela partidária para ela, pois, neste ano, o recurso é voltado apenas para deputados estaduais e federais, senadores e presidente da República poderem trocar de legenda. 

“Eu não tenho janela, então isso não é uma questão para mim. Não existe janela partidária para vereadores nesta eleição. Só deputados, governadores e senadores que têm janela. Nós vereadores não temos essa janela, então eu não estou nem conversando sobre isso”, afirmou em entrevista. 

O presidente do PSDB Goiânia continua o vídeo trazendo a foto de Aava Santiago ao lado do presidente nacional do PSB, João Campos, anunciando a ida dela para o partido e que assumiria a presidência da sigla em Goiás. O evento de filiação aconteceu há exatos um mês no K Hotel, onde contou com a presença de várias autoridades, entre elas, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin. 

“Em nenhum momento, a Aava procurou o PSDB em Goiânia, muito menos o diretório estadual, para pedir uma carta de anuência ou comunicar o seu interesse em se desfiliar do partido. Fato que ela concretizou em 10 de fevereiro, assinando ficha de filiação por conta própria numa festa em que ela mesma chamou os convidados. Eu repito, a Aava nunca me procurou para tratar desse assunto e cabe ao diretório do PSDB em Goiânia tratar de questões relacionadas a esse fato”, afirma. 

Matheus Ribeiro diz que Aava foi em busca “de um projeto pessoal”. Ele assume que a vereadora chegou a tratar o sobre o assunto com o então presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, mas que ela não teve “aval ou garantia de que o partido não reivindicaria o mandato”. Ele destaca ainda que a ação mantém coerência com uma resolução do partido, emitida em 2024, que “proíbe a liberação de filiados que tenham recebido recursos públicos para financiar suas campanhas fora da janela partidária.”

“Portanto, o partido só agiu depois que Aava efetivou sua desfiliação sem ter carta de anuência e sem o mínimo de diálogo com as instâncias partidárias que ela buscou atropelar. Prova que nem tudo se resolve no andar de cima. Para sustentar sua narrativa política, Aava tem envolvido nessa história nomes de pessoas que não estão à disposição dos jornalistas para confirmar ou desconfirmar as alegações que ela faz. Conversas de cafezinho que não são registradas e que muito menos podem ser comprovadas”, disse Matheus.

Ele também comentou o vídeo que a vereadora publicou nas redes sociais no último dia 8 de março, em que atribuiu o processo para reivindicar o mandato como uma forma de silenciar uma mulher na política e que se apegou à palavra de Marconi Perillo sobre as tratativas da sua saída pacífica do partido. Para Matheus, atribuir a ação em questões de gênero “além de covardia, soa oportunismo e desespero.” 

Por fim, Matheus afirma que o partido respeita os mais de 10 mil votos que a elegeram, mas que tem compromisso ainda maior com os mais de 26 mil votos recebidos pela chapa do partido na Câmara dos Vereadores e os quase 47 mil que recebeu enquanto candidato à Prefeitura de Goiânia. “Ninguém está acima do que determina a legislação”, termina o político. 

Por meio de nota, Aava Santiago disse que “o vídeo divulgado em suas redes sociais no último domingo, 8 de março, teve caráter elucidativo, dirigido ao público e às pessoas que acompanham o seu trabalho.”

“A publicação teve como objetivo contextualizar a situação para quem buscava compreender os fatos após tomar conhecimento, pela imprensa, assim como a própria vereadora, da existência de uma ação judicial apresentada pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), em desfavor do seu mandato”, continua a nota.

“Em relação a eventuais declarações de integrantes do PSDB sobre as manifestações da vereadora, a parlamentar informa que o que for relevante será respondido no âmbito do processo judicial, quando for formalmente citada nos autos”, finaliza o texto. 

Leia também: Aava diz que não foi procurada por Marconi após ação do PSDB contra ela e que não fala com o tucano há um mês

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