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Servidora presa em operação trabalha como copeira e é esposa de membro de facção

A servidora pública Simone Aparecida de Moraes Pereira, presa na manhã desta quarta-feira (11), durante a Operação “Pombo Sem Asas”, que investiga o envio de drogas e celulares para o Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, é casada com um faccionado detido e apontada nas investigações como participante do tráfico de drogas em benefício da organização criminosa. Lotada na Semadesc (Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Simone trabalhava como copeira e recebia salário de R$ 2.790. Além do mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça, Simone também acabou presa em flagrante, após policiais encontrarem drogas dentro da residência dela, no Bairro Aero Rancho. Durante cumprimento de mandado de busca e apreensão, equipes localizaram uma porção de cocaína dentro de uma gaveta do guarda-roupa do quarto. Na sala da casa, os agentes também encontraram três pequenas balanças de precisão, normalmente usadas para fracionar entorpecentes. Questionada sobre a droga, Simone afirmou que recebeu o entorpecente anteriormente por meio de um motorista de aplicativo, a pedido de um homem conhecido como “Fazenda”. Segundo ela, faria a entrega nas proximidades do Clube Bom Demais, na região do Bairro Santa Emília, a uma pessoa que conheceria apenas no local. Pelo transporte da droga, receberia R$ 70. Após as buscas, Simone recebeu voz de prisão por tráfico de drogas. O entorpecente foi encaminhado para a Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico) e a servidora levada para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Cepol. As investigações também apontam que quem recebia propina para permitir a entrada de drogas e celulares no Presídio de Segurança Máxima era o policial militar Aguinaldo Medina. Medina foi condenado por facilitar a entrada de drogas na unidade prisional. Ele acabou excluído das fileiras da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul em 2023, conforme decisão publicada no DOE-MS (Diário Oficial do Estado de Mato Grosso do Sul). Outro alvo da operação é Kethelly Aparecida Oliveira Barros. Na casa dela, na Vila Nasser, policiais cumpriram mandado de busca e apreensão. Equipes do Gaeco, com apoio da Força Tática, realizaram buscas na residência onde ela estava com o marido. No quarto do casal, os policiais encontraram um recipiente de vidro com três porções de maconha.  No mesmo local também foram apreendidos R$ 168 em cédulas, R$ 7,95 em moedas, uma pequena balança de precisão e diversas embalagens transparentes do tipo ziplock, usadas para fracionamento de drogas. Diante do material encontrado, o marido dela recebeu voz de prisão e foi encaminhado para a delegacia. Investigação -  A Operação Pombo Sem Asas mira a identificação de todos os envolvidos no esquema responsável por abastecer detentos do Presídio de Segurança Máxima com drogas e aparelhos celulares. A ação é conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), com apoio da Polícia Militar. Ao todo, a Justiça autorizou 35 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão, cumpridos em Campo Grande e também nos estados de São Paulo, Mato Grosso e Rio Grande do Norte.

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