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Maria foi fazer exame de sangue e acabou operada da coluna às pressas

O que seria apenas mais um exame de sangue comum acabou se transformando em um dos momentos mais assustadores da vida da estudante Maria Eduarda Chaves Reis Gorrao, de 22 anos. A jovem estava com dores na coluna e achou que seria algo que um remédio mais forte resolveria no hospital. No fim, Maria estava era com a coluna quebrada e corria risco de ficar tetraplégica se não fosse operada com urgência.  O susto aconteceu semanas depois de um grave acidente de carro que deixou a lesão e ninguém sabia, nem os médicos. Maria Eduarda e o namorado estavam na estrada rumo a Santa Maria, no Rio Grande do Sul quando tudo aconteceu. No dia 15 de novembro de 2025, uma colisão frontal causada por aquaplanagem mudou os planos do casal drasticamente. O impacto foi violento e desencadeou uma sequência de cirurgias e internações. Ao todo foram 3 cirurgias: 2 hemorrágicas e uma no braço. A herança disso foi uma coluna fraturada que os médicos disseram que voltaria para o lugar com o passar dos dias. "Minha coluna estava quebrada esse tempo todo e eu correndo o risco de não andar mais". O que salvou a jovem foi um nome diferente de um médico e um encontro sem querer no corredor do hospital, enquanto ela explicava que a dor que sentia não era normal.  Na hora, informaram que ela teria que se consultar com um médico com nome único e especialista na área de coluna, chamado Wolnei Marques Zeviani. Por obra do acaso, fé ou destino, Wolnei passou no exato momento em que falavam seu nome e parou para conferir do que se tratava. Curioso com a história que ouviu, rapidamente ele decidiu olhar os exames. Minutos depois veio o alerta: ela precisava ser internada imediatamente para uma cirurgia na coluna ou corria o risco de nunca mais andar. “Era uma fratura do tipo B2 na coluna. Esse tipo é altamente instável. Existe risco real de uma vértebra escorregar sobre a outra, o que pode provocar uma lesão neurológica grave e irreversível”, explica o médico no vídeo que compartilhou nas redes sociais explicando o caso. Wolnei ressalta que, se não tivesse dado atenção àquele simples “Wolnei” no corredor, e ela tivesse ido apenas ao acompanhamento já agendado, talvez em janeiro, quando o vídeo foi ao ar, nesse intervalo ela poderia ter sofrido uma lesão irreversível. “Nesses casos, a única conduta segura é a fixação cirúrgica imediata. Às vezes, a diferença entre andar e não andar começa com uma pergunta. E com a curiosidade de quem ouve, observa e não ignora”. Maria conta que, após o acidente grave, mesmo depois dos procedimentos iniciais, a jovem continuava enfrentando complicações. Em uma das internações, voltou ao hospital com fortes dores para respirar e recebeu mais uma notícia inesperada: seria preciso reabrir uma cirurgia abdominal. “Eu falei: ‘não estou acreditando no que está acontecendo’. Chorei, fiquei em negação, mas tive que fazer”, lembra. Quando finalmente pensou que estava entrando em uma fase de recuperação, veio o episódio que mudaria tudo na coluna. “Eu fiquei desesperada. Quando se fala em coluna, é algo muito delicado. A gente sabe que depois de operar a coluna ela nunca mais volta a ser a mesma. Eu não estava preparada para mais uma cirurgia”, diz. Entre medo, choro e conversas com a família, ela decidiu seguir a recomendação médica. “Todo mundo foi conversar comigo, dizendo que ia dar certo. Aos poucos eu fui aceitando.” A cirurgia foi feita às pressas, quase que no mesmo dia, e, segundo ela, a recuperação também foi desafiadora. “Foi uma cirurgia muito complicada. A recuperação também foi bem difícil, mas deu certo.”

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