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Bolívia pode baratear fertilizantes e turbinar agro de MS

O agronegócio de Mato Grosso do Sul pode ganhar fertilizantes mais baratos com uma nova fase de integração comercial entre Brasil e Bolívia. A avaliação é do presidente da Apex-Brasil (Agência de Promoção de Exportações e Investimentos), Jorge Viana, que disse que a visita do presidente boliviano Rodrigo Paz ao Brasil pode "inaugurar uma fase de crescimento significativo no comércio" entre os dois países. Segundo ele, o agronegócio de Mato Grosso do Sul está entre os principais beneficiados. Fertilizantes mais baratos, gás natural e novos mercados para produtores sul-mato-grossenses são alguns dos potenciais. "O Brasil não quer vender mais, o Brasil quer fazer mais negócio, comprar mais e vender mais”, disse ele em coletiva de imprensa na Fiesp (Federação do Estado de São Paulo), na capital paulista, nesta terça-feira (17). O Campo Grande News  acompanha o Fórum Empresarial Brasil-Bolívia. É esperada a presença do presidente boliviano ainda hoje. "O Brasil precisa tratar melhor seus vizinhos, fazendo comércios sem barreiras e avançando, para que a gente possa ter desenvolvimento dos dois lados da fronteira”, disse ele, mencionando esforços do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para essa ponte. "Essa vinda do presidente Rodrigo Paz, que tivemos ontem em Brasília com o presidente Lula, eu acho que pode inaugurar uma fase — independente de qualquer questão ideológica — de crescimento significativo no comércio, seja indo a energia do Brasil para a Bolívia, seja no agronegócio, na transição energética, seja também de trabalharmos melhor os minerais críticos que os dois países têm." Déficit -  Viana ressalta que o Brasil possui “déficit muito grande de fertilizantes” e que o país vizinho possui “um potencial enorme” nesse setor. “Se isso entra no Mato Grosso do Sul com baixo custo, você tem a possibilidade de exploração de potássio, de outros fertilizantes que são essenciais para o agronegócio, para a agricultura brasileira." Ele mencionou que os conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia geram um alerta e que é preciso que o Brasil garanta sua soberania na produção ou em comércio de produtos essenciais para os setores produtivos locais.

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