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Setor do leite comemora avanço de projeto que incentiva consumo local

O setor leiteiro comemorou a aprovação, em primeiro turno, de um projeto pela Câmara Municipal de Campo Grande, na sessão desta terça-feira (17). A proposta cria um programa para distribuir leite e derivados frescos e incentivar o consumo de produtos locais pelos serviços da prefeitura. O texto ainda precisa passar por segunda votação antes de seguir para sanção da prefeita Adriane Lopes (PP).  O programa prevê a distribuição de leite pasteurizado e outros derivados frescos para cerca de 120 mil pessoas, incluindo aproximadamente 110 mil alunos da rede municipal, pacientes atendidos em unidades de saúde e famílias em situação de vulnerabilidade social. O projeto proíbe a compra de leite longa vida (UHT) e prioriza produtos frescos, com o objetivo de melhorar a qualidade nutricional e fortalecer a produção regional. Também está prevista a inclusão de mel de abelha produzido na região para substituir açúcar e aumentar a aceitação entre as crianças. A proposta nasceu de uma demanda apresentada pelo Núcleo de Criadores Girolando de MS aos vereadores André Salineiro (PL) e Epaminondas Vicente Neto, presidente da Casa. Segundo representantes do setor, a iniciativa pode garantir renda mais estável ao pequeno e médio produtor, base da bacia leiteira local, formada por propriedades com produção média de cerca de 100 litros por dia. Estimativas apontam que entre 130 e 140 produtores rurais poderão ser beneficiados diretamente, com renda anual aproximada de R$ 106 mil por propriedade. Para quem vive da atividade, a medida representa uma alternativa diante da desvalorização do leite no mercado. Produtores afirmam que a venda direta ao programa municipal pode assegurar preços mais justos e maior previsibilidade financeira. O investimento anual previsto é de cerca de R$ 24,6 milhões, sendo mais da metade destinada ao pagamento dos produtores. O restante será direcionado a laticínios instalados na Capital, responsáveis pelo processamento e distribuição dos produtos, além de custos administrativos. Caso seja aprovado em segundo turno e sancionado pela prefeita, o programa poderá ser lançado oficialmente ainda em 2026, com expectativa de se tornar um marco para o desenvolvimento rural e a segurança alimentar no município.  Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .

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