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Previdência de MS fecha 2025 com rombo de R$ 867 milhões

Déficit na Ageprev –  A Ageprev (Agência de Previdência Social de Mato Grosso do Sul) fechou o ano passado com déficit orçamentário no valor de R$ 867.406.460,37, valor que precisou ser coberto pelo cofre do Executivo estadual. Os servidores contribuíram com R$ 1.049 bilhão e o governo repassou R$ 2,2 bilhões da cota patronal para o fundo que paga pensões e aposentadorias dos servidores. As despesas somaram R$ 4,4 bilhões. Os dados constam em balanço publicado no Diário Oficial. Peso da folha – O Poder Judiciário também publicou balanço referente ao ano de 2025. Conforme os dados, as despesas somaram R$ 1,4 bilhão, sendo 1.185 bilhão referente à folha de pessoal e encargos. O ano passado, o Tribunal de Justiça recebeu do orçamento estadual a mesma quantia das despesas, contra R$ 1.286 bilhão repassado em 2024. Lei polêmica – Após fala do vereador Jean Ferreira (PT) em matéria do Campo Grande News , Leinha (Avante) reagiu na tribuna e disse estar “indignado e surpreso”. Ele defendeu o projeto aprovado pela Câmara, que amplia a Lei do Silêncio para cultos em templos religiosos, e afirmou que a medida busca garantir “respeito” às comunidades evangélicas. “Nesta Casa há muitos parlamentares que também são pastores”, disse. “Tenho certeza de que, da mesma forma que respeitamos o Carnaval, a cultura e o fomento econômico dessas manifestações, também queremos respeito.” Queda do veto –  Ao encerrar a fala, Leinha lembrou que o projeto teve 20 votos favoráveis e afirmou que, se houver veto da prefeita Adriane Lopes (PP), que também é evangélica, a Câmara pode revertê-lo: “com os mesmos 20 votos, poderemos derrubá-lo”. O vereador ainda defendeu fiscalização equilibrada para igrejas, bares e eventos. Caso isolado – Na ausência do colega, a vereadora Luiza Ribeiro (PT) rebateu as críticas e classificou o episódio entre igreja e escola de samba como “desencontro de agendas”. Segundo ela, o caso foi “isolado” e defendeu que manifestações culturais e religiosas podem coexistir com respeito. Afirmou ainda que a situação não deve ser tratada como regra geral nem como desrespeito. “São manifestações que fazem parte da nossa cultura e que devem ser respeitadas”, disse Luiza. Artimanha –  O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados previa analisar ontem (17) duas representações contra o deputado Marcos Pollon (PL-MS), relacionadas a episódios distintos: a ocupação da mesa diretora da Câmara, ao lado de Zé Trovão (PL-DF) e Marcel Van Hattem (Novo-RS), para pressionar pela votação de um projeto de anistia, e um discurso com ofensas ao presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). No entanto, a sessão não avançou como previsto, pois foi aprovado o requerimento de retirada de pauta da primeira representação (24/2025), primeiro item da agenda, o que acabou travando toda a deliberação. Empurrando com a barriga –  Com isso, a representação por xingar o presidente Hugo Motta (26/2025) sequer foi apreciada e seus pedidos permaneceram em tramitação, evidenciando uma manobra regimental que, na prática, adia o enfrentamento do mérito das acusações. O resultado é que Pollon consegue, ao menos por ora, “empurrar com a barriga” o andamento dos processos no Conselho de Ética, utilizando instrumentos formais para postergar a análise de condutas que poderiam resultar em sanções. Lamento –  A manobra gerou indignação do membro da comissão de ética e decoro, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), que classificou a medida como claramente protelatória e criticou o esvaziamento do debate: “É claro que o pedido de retirada de pauta é protelatório [...] é espantoso que não se queira ouvir o relator e considerar o seu voto”. Para ele, a decisão impede deliberadamente o avanço de um processo já instruído e pronto para apreciação. Sem previsão –  Em tom de indignação, Chico Alencar alertou que a estratégia favorece diretamente Pollon ao adiar indefinidamente uma decisão que poderia, inclusive, ser favorável ao próprio representado. “O objetivo é protelar e deixar, não sei para quando, essa decisão”, afirmou, destacando ainda que o calendário legislativo e eleitoral tende a agravar a situação: “vem duas semanas aí que são on-line, esvaziadas, vem a Páscoa, depois vem o feriado de Tiradentes [...] e aí a gente empurra com a barriga”. Atraso deliberado – Na avaliação do parlamentar, a postergação enfraquece o papel do Conselho e sinaliza falta de compromisso com a ética parlamentar, transformando um instrumento regimental legítimo em mecanismo de atraso deliberado.

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