Sarampo é altamente contagioso e só a vacina garante proteção, alertam especialistas
Em entrevista ao Jornal Opção, o imunologista, alergista e otorrinolaringologista Márcio Niemeyer reforça que o sarampo é uma doença altamente transmissível e que a vacinação é a única forma eficaz de prevenção. Segundo ele, o primeiro caso confirmado da doença em solo brasileiro (São Paulo), de um paciente que passou pela Bolívia, acendeu o alerta entre as autoridades de saúde diante da circulação do vírus.
“O sarampo tem uma taxa de transmissão muito alta. De cada 10 pessoas que entram em contato com um caso, 8 podem se contaminar. É uma transmissibilidade gigante, maior até que a da Covid”, alertou.
Niemeyer explica que, no início, a doença pode ser confundida com uma gripe forte, com febre alta, coriza, prostração e, em alguns casos, conjuntivite. Depois, surgem as manchas vermelhas na pele e sinais característicos como as manchas de Koplik na mucosa da boca. Ele ressalta ainda que o sarampo pode evoluir para complicações graves, como pneumonia e encefalite, e que não há tratamento antiviral específico, apenas medidas de suporte.
“Não existe tratamento para o sarampo. O que fazemos é tratamento de suporte, para aliviar sintomas como febre e desidratação”, afirmou.
O especialista também reforça que a transmissão ocorre por gotículas respiratórias e contato com secreções e superfícies contaminadas, como em espirros, tosse, beijos e compartilhamento de objetos. Ele lembra ainda que a vacinação é fundamental para evitar surtos.
“A vacinação é a única forma de prevenir o sarampo. Não existe discussão sobre isso”, destacou.
Goiás mantém alerta para sarampo e reforça vacinação
A superintendente de Vigilância Epidemiológica e Imunização da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), Cristina Laval, reforça que o Estado mantém vigilância constante diante do risco de reintrodução da doença.
“O sarampo sempre é uma preocupação pra nós, porque, em vários países da América do Sul e da América do Norte, nós temos casos confirmados. Como é uma doença altamente transmissível, o monitoramento e a vigilância estão sempre presentes”, afirmou.
Segundo ela, a confirmação de casos no Brasil exige atenção redobrada e ações imediatas, como vacinação de bloqueio e monitoramento de contatos.
“Um caso pode gerar, secundariamente, vários outros casos, daí a importância das medidas que precisam ser adotadas frente a um caso suspeito”, disse.
Cristina também fez um apelo para que pais e responsáveis mantenham a vacinação das crianças atualizada, destacando que a imunização é segura, gratuita e essencial para evitar surtos.
“Fazemos um apelo para que os pais levem as crianças para atualizar o cartão de vacina. Precisamos de uma alta cobertura vacinal, ainda aquém dos 95% preconizados pelo Ministério da Saúde”, ressaltou.
Ela reforça que a vacina cria um “escudo protetor” contra a circulação do vírus e impede sua disseminação em caso de entrada no país.
Atualmente, Goiás não tem casos confirmados de sarampo, mas mantém monitoramento constante de suspeitas, com coleta de exames e ações de bloqueio quando necessário.
A SES-GO informou que, em 2025, a cobertura vacinal da Tríplice Viral em crianças menores de 2 anos foi de 89,91% na primeira dose e 58,52% na segunda. A orientação é que, diante de sintomas como febre com manchas na pele, tosse, coriza e conjuntivite, a população procure imediatamente um serviço de saúde.
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