“O sangue está nas mãos de quem furou o sinal”, diz irmã de motociclista morta
A morte da assistente administrativa Gabriele Pinzan, de 33 anos, atingida por um ônibus na manhã desta sexta-feira (27), na Rua Brilhante, em Campo Grande, deixou a família em choque e tomada pela dor. Ela seguia para o trabalho quando teve a vida interrompida no cruzamento com a Rua Argemiro Fialho, na Vila Bandeirantes. “Ela só ia trabalhar”. A frase, repetida pela família, resume o sentimento de revolta diante da perda repentina. Irmã da vítima, Caroline Pinzan descreve uma mulher cheia de planos, que vivia um momento especial. “Ela era uma pessoa alegre, de bem com a vida, comunicativa. Tinha acabado de comprar a casa própria, super positiva, amiga de todo mundo. Vai fazer imensa falta”, disse. A dor ganha um peso ainda maior dentro de casa. O sobrinho de Gabriele, de apenas 7 anos, ainda não sabe que perdeu a tia que tanto amava. “Ele amava muito ela. Ainda não sabe do que aconteceu”, contou a irmã. Além do luto, a família busca respostas e responsabilização. “Até o momento não temos informações sobre o motorista, somente que ele foi detido no local. Ela usava a moto para trabalhar e estava a caminho do serviço”, afirmou. A cobrança por justiça é direta. “Isso que ocorreu é corriqueiro. Cobraremos por justiça até o fim. O sangue da minha irmã está nas mãos de uma pessoa que assumiu o risco ao furar o sinal vermelho”, declarou Caroline. Testemunha afirma que o ônibus avançou o sinal vermelho antes de atingir a motociclista. O impacto foi violento e, apesar das tentativas de reanimação por cerca de 30 minutos, Gabriele não resistiu. Em nota, o Consórcio Guaicurus lamentou o acidente e informou que colabora com as investigações, além de prestar assistência à família. No local, o motorista foi encaminhado à delegacia para prestar depoimento. O caso é investigado pela Polícia Civil.