Libertadores de 2006, conversa com D'Ale e partida contra o Pelotas: como Nico López conheceu o Inter

No final de semana, quando ainda negociava os últimos detalhes para acertar sua vinda para o Inter, Nico López recebeu uma ligação que o fez decidir aceitar jogar no Brasil pelos próximos quatro anos. Do outro lado da linha estava D'Alessandro.

O ídolo colorado falou para o uruguaio de 22 anos que o clube gaúcho o "receberia muito bem", que "o grupo é bom". A conversa com o meia, chamado de "craque" pelo novo reforço, pesou na hora de dizer sim aos dirigentes que foram ao país vizinho concretizar a contratação.

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— Ele me contou como se trabalha aqui. Foi um orgulho. Espero ser seu companheiro em breve — disse Nico López na entrevista coletiva na sala de imprensa do Beira-Rio.

Cerca de 30 torcedores ignoraram o frio e foram abraçar o jogador. Esperança ofensiva para melhorar os índices do time, que tem o terceiro pior ataque do Brasileirão, o atacante ganhou música especial e sentiu parte da responsabilidade que carregará na camisa 7, que usará — Marquinhos trocará de número. Depois de minimizar as sete rodadas sem vencer e as contestações que sofre o time, Nico aposta no que ele mesmo definiu como suas principais características: velocidade e técnica.

— Posso jogar em todas as posições do ataque, sem problema — avisou.

Não deve demorar muito para que ele seja visto em campo. Em boas condições físicas — estava em pré-temporada no Nacional-URU —, precisa apenas resolver questões burocráticas para estrear. A tendência é de que faça sua primeira partida em 31 de julho, contra o Corinthians, pela 17ª rodada do Brasileirão, no Beira-Rio.

— Não creio que a adaptação seja difícil. Os costumes são semelhantes, somos parecidos. Vizinhos mesmo — comentou.

Mesmo assim, o jogador demonstrou ainda um pouco de dificuldade para entender algumas perguntas. Em duas delas pediu para que o repórter repetisse o questionamento. E na hora de responder sobre quem seriam suas referências na posição, confundindo-se com quem seriam os colegas de ataque no Inter: "Vitinho, Sasha, Marquinhos...", falou.

Porém, embora a dificuldade neste encontro inicial, não se esquivou da polêmica que cercou sua contratação. Do Uruguai, chegaram notícias de que não desejaria sair do Nacional.

— A demora no anúncio foi um problema pessoal, não por decisão minha. O Inter é uma equipe grande, já conhecia e sempre disse ao meu representante que queria jogar aqui — reforçou o atacante.

À TV Inter, Nico contou que conhecia o clube e assistiu à Libertadores de 2006, mas foi a participação em um campeonato sub-17 no Beira-Rio que lhe marcou mais. Naquele mesmo fim de semana, visitou o Beira-Rio pela primeira vez: assistiu à virada do Inter sobre o Pelotas na final do segundo turno daquele Gauchão, uma vitória de 3 a 2, com uma atuação memorável de D'Alessandro, que só jogou parte da etapa final, preservado pelo uruguaio Jorge Fossati.

D'Alessandro, o mesmo que lhe telefonou e convenceu a voltar ao Beira-Rio. Agora, dentro do campo.

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