O ouro olímpico coloca Luan em outro patamar
Neymar decidiu com a frieza de um nórdico. Renato Augusto, mais atrás, como volante, qualificou a saída de bola, na medida em que ele recua entre os zagueiros, estes abrindo para os lados.
Há vários personagens no ouro olímpico do Brasil, mas o mais expressivo foi o conjunto. Em um time com quatro jogadores de ataque, só com disciplina espartana e consciência tática para funcionar. E Luan foi a peça que engrenou a seleção brasileira de Rogério Micale, cujo conceito é posse de bola com aproximação.
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Atuando como meia central, ele foi articulador, volante e atacante ao mesmo tempo. Pediu a bola. Cadenciou o jogo e acelerou no momento certo. Na decisão deve ter sido, ao lado de Renato Augusto, o jogador que mais vezes tocou na bola. Seus companheiros o procuravam.
O Brasil tinha homens de características defensivas acentuadas e atacantes, como Neymar, Felipe Anderson, Gabigol, Gabriel Jesus. Faltava alguém capaz de flutuar atrás dos volantes com inteligência. No 4-2-3-1, é uma função essencial.
Luan, com quem Neymar se entendeu muito bem, sai da Olimpíada valorizado como nunca. Volta ao Grêmio noutro patamar, depois de ter suportado uma pressão incrível como a de ganhar o ouro inédito com tão boa resposta. Tite deveria pensar nele com carinho para o time principal.