Coluna visita Nelson Quinto e mostra como é a casa do promoter
Quando 2017 marcou seu primeiro minuto, o promoter Nelson Quinto completava 15 anos de seu primeiro grande trabalho no lendário Ibiza Club, na Avenida Central de Atlântida. Aos 20 anos, o garoto que havia sofrido bullying no pátio do colégio Bom Conselho – onde lanchava um prensado sozinho recreio após recreio – passou a decidir quem entrava e quem não entrava no camarote da casa noturna mais badalada do Litoral por duas décadas.
– Trabalhava na porta da casa noturna. Como se fosse um anfitrião, com a lista, recebendo as pessoas com as pulseiras. E construímos uma nova forma de atender o VIP. E foi muito fácil fazer as pessoas serem bem tratadas e pagar a mais pelo serviço premium.
Foto: Felipe Nogs / Agencia RBSPara entender como começou essa trajetória repleta de noites de festa, amizades com celebridades, cachês salgados e histórias picantes, vamos voltar um pouco mais no tempo e contar como Nelson, filho de Patricia e Carlos Eduardo Quinto, conheceu o empresário Julius Rigotto, proprietário do Ibiza:
– Sempre veraneei em Atlântida, sempre fui no Ibiza no baile infantil. E achava o máximo. Depois, nos últimos anos de escola, fiquei amigo das filhas do Julius, e ele me convidou para trabalhar com ele. E eu fiquei louco, né? – relembra Nelson.
Vale citar ainda a mãe como inspiração em receber, e a paciência do pai em negociar com o síndico do prédio sempre que vinha multa pelo excesso de barulho das festinhas na cobertura. E nem tudo são flores.
– A gente ganha muitos amigos, mas compra muitas inimizades. Já jogaram latinha na cabeça, teve tapa na cara... por mais que chegasse a rainha da Inglaterra ali, a pessoa teria que esperar para ser atendida. Faz parte.
"MaraviNelson" é o apelido dado pela cantora Anitta ao promoter, elogiando o mailing que ele preparou para um show Foto: Felipe Nogs / Agencia RBSQuem é quem
Para construir relacionamento, Nelson lembra como fazia para reconhecer os VIPS e prestar um atendimento especial à lista de convidados no início da carreira:
– Eu pegava os jornais, as colunas sociais e recortava o nome e as pessoas para adivinhar quem era quem. Esse foi meu estágio porque eu era muito novo e não tinha relacionamento. Aí, eu chegava na pessoa estudada e dizia: "Oi, fulana. Tu não estudou no colégio tal? Não é filho da sicrana? Vem comigo que televo para a sua mesa".
Cada mergulho é um flash
Com cerca de 50 mil seguidores no Instagram, o publicitário, formado pela ESPM, define a profissão da seguinte maneira: marketing é oportunidade.
– Não podemos fazer mais do mesmo. As pessoas nem sabem o que querem – explica ele.
Por isso, você encontra na cobertura do promoter doces e bons drinks à disposição dos convidados – que é o que se espera de um bom anfitrião, correto? E, para surpreender, ele corre na frente e faz da lareira uma piscina de bolinhas de plástico, distribui balas como objetos decorativos pela casa, faz do urso de pelúcia um personagem e colore a piscina com boias temáticas. Tudo parece ser perfeitamente Instagramável.
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